Temor de enchente leva cidade chinesa a ser esvaziada
da BBC
Os esforços de resgate na cidade chinesa de Beichuan, a mais atingida pelo terremoto desta semana no sudoeste do país, foram interrompidos devido a temores de uma possível enchente.
A cidade inteira foi esvaziada, segundo o correspondente da BBC em Beichuan Paul Danahar. Em seguida, as autoridades descartaram o risco de enchente.
Os rumores de que um lago próximo à cidade teria transbordado provocou pânico na cidade e levou milhares de pessoas a procurarem abrigo às pressas em lugares mais elevados.
No entanto, segundo o correspondente da BBC, apesar dos rumores, não foi possível perceber nenhum sinal de enchente na cidade.
Fuga
Em outras partes da região, algumas pessoas ainda estavam sendo resgatadas com vida, mesmo cinco dias depois do terremoto.
Neste sábado, as autoridades confirmaram a morte de um total de 28.881 pessoas. Estima-se, no entanto, que o número final chegue a 50 mil pessoas. Milhares estão desabrigados.
O correspondente da BBC conta que a notícia sobre a possível enchente provocou uma fuga em massa. "Nós estávamos filmando um homem sendo resgatado após horas de escavação e toda a equipe de resgate teve de abandoná-lo para fugir", disse Danahar.
O repórter da BBC já voltou ao centro da cidade, depois que autoridades descartaram a possibilidade de enchente.
Neste sábado, 33 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros em Beichuan, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.
Um homem de 52 anos foi resgatado depois de ficar soterrado por 117 horas. Um turista alemão também foi salvo após 114 horas.
Equipes de resgate da Coréia do Sul, Cingapura e Rússia chegaram à província de Sichuan para ajudar especialistas do Japão e de Taiwan que já estão no local.
O número de corpos sem vida sendo retirados dos escombros é grande. O governo está recorrendo a covas coletivas para evitar que doenças se espalhem.
"Apesar de o momento para se ter melhores chances de resgate as primeiras 72 horas após o terremoto já ter passado, salvar vidas continua sendo a prioridade maior do nosso trabalho", disse o presidente da China, Hu Jintao, que visitou nesta sexta-feira a Província atingida.
O premiê Wen Jiabao, disse que o terremoto foi o mais arrasador desde a fundação da República Popular da China, em 1949.
O tremor de 7,9 foi superior ao terremoto em Tangshan, em 1976, que deixou 240 mil mortos.
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