Rússia e China condenam escudo antimísseis dos EUA
da BBC Brasil
Os presidentes Dmitri Medvedev, da Rússia, e Hu Jintao, da China, condenaram de forma conjunta o plano dos Estados Unidos de instalar um sistema antimísseis no leste europeu nesta sexta-feira em Pequim.
"A criação de um sistema global de defesa antimísseis, incluindo o envio de tais sistemas para certas regiões do mundo, (...), não ajuda a manter o equilíbrio estratégico e a estabilidade e prejudica os esforços internacionais para controlar armas e o processo de não-proliferação", afirma a declaração, assinada durante visita de Medvedev à China.
A oposição dos dois países à iniciativa americana já havia sido manifestada anteriormente, mas essa foi a primeira vez em que os dois países se uniram para repudiar a idéia.
Os Estados Unidos afirmam que o sistema é um elemento-chave para sua segurança e a para segurança de seus aliados.
Proteção
O projeto prevê a instalação de bases de radar na República Checa e de um sistema de interceptação de mísseis na Polônia.
Segundo os americanos, o sistema vai oferecer proteção contra mísseis que poderiam ser disparados de países como o Irã e a Coréia do Norte.
Também foi a primeira vez que Medvedev, que assumiu a Presidência da Rússia no início de maio, criticou abertamente o sistema de escudo antimísseis dos Estados Unidos.
O presidente da China, Hu Jintao, afirmou que os dois países continuarão a dar "apoio firme um ao outro em questões dos dois países relativas à integridade e soberania do território, segurança nacional, estabilidade e desenvolvimento".
Medvedev, por sua vez, afirmou que os dois países "apreciam o diálogo (em relação à) política exterior".
"A declaração conjunta mostra o alto nível de cooperação entre os dois países dentro das estruturas global e regional e expressa as posições dois países nas questões internacionais mais urgentes, incluindo a questão do sistema antimísseis", afirmou.
Medvedev e Hu Jintao também assinaram um acordo de US$ 1 bilhão para que a Rússia construa uma usina de combustível nuclear na China e forneça urânio semi-enriquecido ao país.
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