BBC Brasil
27/05/2008 - 15h31

México dará US$ 11,50 para famílias comprarem comida

ALEJANDRA NOGUEZ
da BBC, no México

O governo do México dará aos mexicanos mais pobres uma ajuda mensal em dinheiro de cerca de 120 pesos (aproximadamente US$ 11,50) para ajudar estas famílias a enfrentarem a crise alimentar internacional.

O plano chamado Vivir Mejor (Viver Melhor, em tradução literal) do presidente mexicano, Felipe Calderón, foi anunciado nesta segunda-feira (26) e deve beneficiar mais de 5 milhões de famílias mexicanas.

"Este é um complemento em dinheiro para fortalecer as rendas de quase 5,3 milhões de famílias inscritas em diversos programas do governo federal", afirmou o presidente.

Calderón acrescentou que cerca de 26 milhões de pessoas ao todo serão beneficiadas.

Números oficiais mostram que o preço dos alimentos para o consumidor aumentou em 4,55% no México nos 12 meses até o dia 30 de abril, o que representou a maior alta dos últimos três anos. Os produtos que lideraram esta alta de preços foram o tomate, frango e óleo de cozinha.

Pacote

Falando em rede nacional, Calderón também deu detalhes de sua nova política tarifária para o setor de alimentos.

O governo mexicano vai eliminar impostos e tarifas para a importação de trigo, arroz, milho, pasta de soja e feijão.

Também foi anunciada a redução em 50% das tarifas para a importação de leite em pó e a eliminação de impostos para a compra de fertilizantes no exterior.

Além de um programa de apoio a produtores rurais, o pacote também prevê que o governo manterá o preço da gasolina, diesel e gás, apesar do aumento da cotação do petróleo no mercado internacional.

Críticas

Organizações de produtores de grãos como milho e feijão afirmam que este pacote do governo vai agravar as dificuldades já enfrentadas pelos agricultores do país nos últimos anos.

A Confederação Nacional Camponesa (CNC), que conta com cinco milhões de produtores, afirmou que o programa é "tardio, insuficiente, ineficaz e vai contra os produtores de alimentos do país".

Ainda segundo a organização, o pacote do governo beneficia os produtores do exterior.

A União Geral Operária, Camponesa e Popular também criticou o plano de Calderón e alertou que ele vai fracassar. A organização acrededita que o governo não encontrará grãos para importação, devido ao fato de os países produtores "estarem impondo tarifas que impedem a saída" destes produtos.

Comentários dos leitores
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
José Alberto (233) 11/12/2009 13h13
Vejam bem politicos e corruptos, não tem diferença,essa merkel está de olho só no nosso petroleo e nada mais, pois quem tocou no assunto de bio combustiveis foi olulala e não ela ela não quer nem saber....disso... sem opinião
avalie fechar
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (59) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
avalie fechar
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (266) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
28 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (200)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca