México dará US$ 11,50 para famílias comprarem comida
ALEJANDRA NOGUEZ
da BBC, no México
O governo do México dará aos mexicanos mais pobres uma ajuda mensal em dinheiro de cerca de 120 pesos (aproximadamente US$ 11,50) para ajudar estas famílias a enfrentarem a crise alimentar internacional.
O plano chamado Vivir Mejor (Viver Melhor, em tradução literal) do presidente mexicano, Felipe Calderón, foi anunciado nesta segunda-feira (26) e deve beneficiar mais de 5 milhões de famílias mexicanas.
"Este é um complemento em dinheiro para fortalecer as rendas de quase 5,3 milhões de famílias inscritas em diversos programas do governo federal", afirmou o presidente.
Calderón acrescentou que cerca de 26 milhões de pessoas ao todo serão beneficiadas.
Números oficiais mostram que o preço dos alimentos para o consumidor aumentou em 4,55% no México nos 12 meses até o dia 30 de abril, o que representou a maior alta dos últimos três anos. Os produtos que lideraram esta alta de preços foram o tomate, frango e óleo de cozinha.
Pacote
Falando em rede nacional, Calderón também deu detalhes de sua nova política tarifária para o setor de alimentos.
O governo mexicano vai eliminar impostos e tarifas para a importação de trigo, arroz, milho, pasta de soja e feijão.
Também foi anunciada a redução em 50% das tarifas para a importação de leite em pó e a eliminação de impostos para a compra de fertilizantes no exterior.
Além de um programa de apoio a produtores rurais, o pacote também prevê que o governo manterá o preço da gasolina, diesel e gás, apesar do aumento da cotação do petróleo no mercado internacional.
Críticas
Organizações de produtores de grãos como milho e feijão afirmam que este pacote do governo vai agravar as dificuldades já enfrentadas pelos agricultores do país nos últimos anos.
A Confederação Nacional Camponesa (CNC), que conta com cinco milhões de produtores, afirmou que o programa é "tardio, insuficiente, ineficaz e vai contra os produtores de alimentos do país".
Ainda segundo a organização, o pacote do governo beneficia os produtores do exterior.
A União Geral Operária, Camponesa e Popular também criticou o plano de Calderón e alertou que ele vai fracassar. A organização acrededita que o governo não encontrará grãos para importação, devido ao fato de os países produtores "estarem impondo tarifas que impedem a saída" destes produtos.
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Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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