Líderes da AL discutem crise de alimentos
da BBC Brasil
Representantes de 26 países latino-americanos e caribenhos se reúnem em Caracas nesta sexta-feira para discutir o aumento do preço dos alimentos e uma política unificada da região para lidar com o problema.
O encontro na Venezuela marca o início de uma semana de reuniões sobre o assunto que antecedem o encontro organizado pela ONU em Roma, a partir de terça-feira.
Na quinta-feira, o Banco Mundial afirmou que o preço dos alimentos subiu 83% nos últimos três anos e anunciou um pacote de US$ 1,2 bi para ajudar a combater a crise.
No mesmo dia, um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), alertou que a alta dos alimentos deve se manter, com o aumento da demanda nos países em desenvolvimento e dos custos de produção.
Os preços podem cair, mas apenas gradualmente, afirma o relatório.
Ajuda
Assim como no resto do mundo, a população pobre da América Latina não escapou da alta dos preços.
Enquanto alguns países trabalham juntos para combater a crise, ainda não houve uma resposta unificada, e a reunião na Venezuela pretende consertar isso, afirma o correspondente da BBC em Caracas James Ingham.
Em um encontro recente com líderes europeus, chefes de Estado da América Latina prometeram fortalecer as relações comerciais.
Mas um encontro alternativo realizado por movimentos sociais da região culpou a liberalização e desregulamentação como principais causas da pobreza.
Alguns dos governos de esquerda da região compartilham desta visão e estão se concentrando em tentar reduzir a dependência de importações, criando um fundo para o desenvolvimento da agricultura para ajudar a alcançar o objetivo.
Em preparação para o encontro da FAO em Roma, na semana que vem, o Banco Mundial disse que "é necessário um plano de ação claro".
Parte do pacote proposto na quinta-feira é destinar um total de US$ 200 milhões para países de "alta prioridade", onde populações sofrem maior risco de fome aguda.
O Banco Mundial afirma que 100 milhões de pessoas em todo o mundo podem ficar ainda mais pobres pelo alto custo e escassez dos alimentos.
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A pobreza é um problema cultural, e é difícil o Estado resolver. É muito difícil mudar a cabeça de uma pessoa. Os pais não estudaram, os filhos não estudam e os netos também não vão estudar. Apenas uma pequeníssima parcela estuda e ascende socialmente.
Solução de longo prazo para o Brasil: Esterilização compulsória quando a mulher dá a luz ao segundo filho na rede pública de saúde e mutirões de vasectomia. Isso vai se refletir daqui 20 anos na segurança pública, nos índices de escolaridade, na diminuição da pressão sobre os serviços públicos (postos de saúde, creches).
Coragem pra dizer e fazer isso? Ninguém tem.
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A culpa das mudanças climáticas são de todos e a unica forma de isso acabar é eliminando os seres humanos.
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