BBC Brasil
30/05/2008 - 10h50

Protestos contra alta de combustível se espalham pela Europa

da BBC Brasil

Uma onda de protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis está se espalhando por países da Europa com greves no setor de pesca e uma série de manifestações.

Em Portugal, os pescadores cruzaram os braços nesta sexta-feira, paralisando toda a frota pesqueira do país.

Na Espanha, o maior produtor de peixes da Europa, milhares de pescadores foram até o Ministério da Agricultura em Madri, onde entregaram 20 toneladas de peixe fresco para o público, para tentar chamar atenção para os problemas do setor.

Pescadores na Itália e Bélgica também realizaram protestos semelhantes.

Reino Unido e Holanda foram palco de protestos de caminhoneiros nesta semana, e na França o governo teve que enviar tropas de choque para expulsar manifestantes que tentaram bloquear o acesso a depósitos de combustíveis.

Custo

Sindicatos europeus afirmam que o custo do óleo diesel está muito alto, obrigando vários pescadores a desistir da profissão.

Segundo os sindicatos, o combustível sofreu um aumento de mais de 300% nos últimos cinco anos enquanto o preço do peixe no atacado permaneceu estável nos últimos 20 anos.

A Comissão Européia prometeu ajuda imediata para reestruturar a indústria pesqueira do continente, mas alertou que o uso desses subsídios para bancar o preço do combustível seria ilegal.

Pescadores da França já estavam protestando havia semanas. Alguns voltaram ao trabalho, depois que as autoridades do país lançaram um pacote de ajuda ao setor de 100 milhões de euros.

Durante a madrugada de quinta-feira a tropa de choque da polícia francesa retirou manifestantes de depósitos de petróleo de Fos-sur-Mer e Lavera. Centenas de agricultores estão bloqueando terminais de petróleo perto de cidades como Dijon e Toulouse.

Portugal e Bélgica também devem iniciar os protestos nesta sexta-feira. Em Portugal, nenhum barco saiu dos três maiores portos pesqueiros do país, Peniche, Figueira da Foz e Setúbal.

Caminhoneiros da Holanda e Reino Unido fizeram manifestações semelhantes no início da semana.

Motoristas de ônibus na Bulgária também planejaram uma greve de uma hora nesta sexta-feira, depois dos protestos dos caminhoneiros do país na quarta-feira (28).

Centenas de pescadores italianos se juntaram à greve contra o aumento do preço dos combustíveis.

Mas, de acordo com o correspondente da BBC em Roma David Willey, a indústria pesqueira italiana é fragmentada e tem pouca influência política, com uma frota pesqueira de apenas 14 mil barcos, a maioria de pequeno porte.

O principal sindicato pesqueiro italiano, o Federcoopesca, afirmou que pelo menos cinco mil pescadores devem participar da greve. Mas o governo já recusou qualquer tipo de ajuda à categoria.

Os protestos refletem a insatisfação frente ao aumento do custo dos combustíveis, já que o preço do barril de petróleo nos mercados internacionais ultrapassou os US$ 130.

Comentários dos leitores
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Sebastião Vicentim (45) 16/11/2009 16h18
Muito alarido, pelo diretor da FAO. ele está fazendo o seu papel. Agora... previsão para 2050 (daqui 40 anos). Será que esse diretor ou os especialistas se lembram do que seria necessário fazer, em 1968 em relação à fome no mundo? Em 40 anos, quais países ainda serão emergentes? É realmente problema de vontade política e de se ensinar e dar condições de "pescar" e não de dar o peixe já frito a esse segmento faminto da sociedade. Soluções estão à mostra a todo momento e para todo mundo. Uma delas é a transferência de tecnologia. Com tanta boa vontade que notamos em nossos líderes mundiais, não seria difícil um consórcio onde se ensinaria e proveria de boa infra-estrutura, de forma eficiente e eficaz, o cultivo, a produção, consumo de alimentos, erradicando a fome no mundo. Medidas nesses moldes não são para 2040, 2050 e sim pra já. A FAO deveria atuar em idéias semelhantes, em reunir nações realmente empenhadas em ajudar o povo faminto desse planeta e não em fazer considerações do que esse ou aquele País deve fazer. sem opinião
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O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
O Pacificador (135) 16/11/2009 13h40
"Países emergentes precisam dobrar produção de alimentos até 2050..."
Aqui no Brasil, podem esquecer.
Sem chance...
Ao menos se continuarem os atos de organizações tipo MST, que invadem, destroem e queimam lavouras, com nossas autoridades assistindo á tudo, imersas no mais profundo e nojento silêncio constrangedor, não vai ter produção suficiente não.
Estamos deixando de ser uma nação do agronegócio, e nos tornando uma republiqueta especializada no "agroterror"...
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Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Cleverson Castilho Menon (5) 16/11/2009 12h16
Os paises ricos são uma piada mesmo. Enquanto eles destroem a Terra, querem que os paises emergentes alimentem aqueles que os ricos destroem. Devem os emergentes ajudar os pobres sim... mas os ricos deveriam e vão morrer de fome um dia. sem opinião
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Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. sem opinião
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O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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