BBC Brasil
05/06/2008 - 07h11

Possível chapa Obama-Hillary tem prós e contras

BRUNO GARCEZ
da BBC, em Washington

A grande incógnita da atual disputa democrata é se Barack Obama e Hillary Clinton irão ou não formar uma chapa. Mas essa possibilidade carrega uma outra grande indagação: se Obama ganha ou perde ao convidar a rival a ser sua candidata a vice-presidente.

Tanto os que defendem a proposta veementemente quanto os que são radicalmente contrários a ela têm argumentos fortes.

Os correligionários de Hillary acreditam que uma chapa unindo os dois seria imbatível. Ela teria o potencial de unir os jovens e os eleitores de nível universitário (do lado de Obama) e os votantes brancos, da classe trabalhadora e com nível médio de escolaridade; os idosos e os hispânicos (do lado de Hillary).

Os opositores da idéia dizem que ter Hillary como vice não é uma garantia de que os eleitores que votaram nela nas primárias irão necessariamente migrar para o lado de Obama na eleição geral.

Durante as prévias eleitorais, muitos eleitores de Hillary disseram não ter a intenção de votar em Obama, caso ele fosse o indicado. Tê-la como vice, argumentam os adeptos da chapa conjunta, poderia convencê-los a mudar de idéia.

Mas os críticos lançam mão de um outro argumento, o de que seria uma contradição que o "candidato da mudança" tivesse como sua número 2 uma figura associada ao passado, uma ex-primeira-dama e representante de uma dinastia política que controla (ou controlava) o Partido Democrata há vários anos.

Outra crítica costumeira é a de que ao trazer Hillary para a Casa Branca, Obama estaria trazendo uma potencial candidata, que teria uma agenda própria, que seria até capaz de miná-lo a fim de alcançar o seu objetivo.

Além disso, ela estaria trazendo também o ex-presidente Bill Clinton, que poucos acreditam teria um papel discreto ou ficaria alheio ao poder caso a sua mulher retornasse à Casa Branca.

Os vários escândalos envolvendo o casal também são motivo de temor. A oposição republicana poderia ressuscitar episódios antigos e prejudicar a candidatura de Obama.

Mas os defensores da idéia alegam que os extremos no currículo de Hillary e Obama seria justamente uma das forças da "chapa dos sonhos".

Obama poderia compensar a sua escassa experiência em temas de política externa através de uma aliada com mais tempo de Senado, que integra o Comitê de Relações Internacionais do Senado, já tendo até viajado ao Iraque ao lado do rival republicano John McCain.

O argumento que prevalecer nos próximos dias poderá ser decisivo para o sucesso ou fracasso da candidatura democrata em novembro.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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