Estudo sugere que droga anticolesterol reduz chance de cesariana
da BBC
Um novo estudo sugere que remédios usados para reduzir o nível de colesterol podem ajudar a minimizar o risco de cesarianas de emergência em mulheres grávidas.
A pesquisa, realizada pela Universidade de Liverpool, no Reino Unido, sugere que o alto nível de colesterol pode reduzir a força das contrações, comprometendo a possibilidade de partos naturais.
O estudo analisou 4.000 casos de gravidez. Entre mulheres acima do peso e com níveis maiores de colesterol no sangue houve maior incidência de cesarianas de emergência.
Os pesquisadores realizaram testes de laboratório com tecidos de músculos retirados do útero de mulheres acima do peso. Os testes revelaram que, nesses casos, a força da contração dos músculos é menor. Isso aconteceria, segundo o estudo, devido à falta de cálcio nas células do músculo.
Os pesquisadores acreditam que os altos níveis de colesterol podem ser a origem do problema, já que a substância prejudica as membranas das células.
Os cientistas de Liverpool sugerem que estatinas --fármacos que reduzem o nível de colesterol-- sejam usados por mulheres grávidas com problema de colesterol nos últimos três meses da gravidez. Essa medida reduziria a probabilidade de fazer uma cesariana de emergência.
Complicações
O ginecologista da University College Hospital London, Patrick O'Brien, disse que o estudo feito em Liverpool "é interessante".
"Se nós conseguirmos achar uma forma de reduzir as chances de cesariana de emergência nessas mulheres, será ótimo", disse ele. "Mulheres acima do peso têm um risco maior de complicações como trombose e infecção, então elas se beneficiariam com isso."
No entanto, ele diz que médicos evitam recomendar estatinas para mulheres grávidas porque o nível de colesterol tende a aumentar naturalmente durante a gravidez. Isso poderia ser um sinal de que o colesterol é importante para o desenvolvimento do feto.
O'Brien também disse que há outros fatores que levam as mulheres acima do peso a necessitarem cesarianas de emergência. Por exemplo, mulheres acima do peso tendem a dar à luz bebês maiores, o que dificulta partos naturais.
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