BBC Brasil
19/06/2008 - 08h06

Biocombustíveis são arma contra crise energética, diz Comissão Européia

MARCIA BIZZOTTO
da BBC Brasil, em Bruxelas

A Comissão Européia (CE) apresentará nesta quinta-feira aos líderes da União Européia (UE) dois documentos que sugerem que biocombustíveis como o álcool são armas importantes no combate à alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos, desde que sejam produzidos de forma sustentável.

Os documentos fazem parte das propostas elaboradas pela CE para serem submetidas à cúpula de dois dias da UE que começa nesta quinta-feira em Bruxelas e que busca, entre outras coisas, adotar medidas para atenuar as conseqüências dos aumentos nos preços.

Entre as medidas sugeridas para enfrentar o aumento do preço do petróleo, o Executivo pede que os países membros "confirmem sua determinação de adotar, até o final de 2008, medidas legais para cumprir as metas européias para energias renováveis e biocombustíveis".

O texto, ao qual a BBC Brasil teve acesso, afirma que o objetivo europeu de ter 10% de participação de combustíveis biológicos no setor de transportes até 2020 é "essencial para melhorar substancialmente a eficiência energética e a diversificação de abastecimento" nos países do bloco.

Sustentabilidade

A CE estima que os preços dos biocombustíveis não reduzirão diretamente o impacto dos altos preços do petróleo, já que também deverão subir, acompanhando as tendências do mercado.

Mas sua maior participação na matriz energética "fortaleceria a segurança de abastecimento" na Europa, o que "ajudaria a mitigar os efeitos de uma futura crise do petróleo".

Ainda assim, na proposta relativa ao aumento dos preços dos alimentos, a CE defende uma avaliação "mais profunda" das conseqüências que sua política de biocombustíveis pode ter sobre os preços do mercado agrícola e a exploração de terras cultiváveis, um ponto que já está incluído no documento prévio de conclusões da cúpula, também obtido pela BBC Brasil.

O Executivo também propõe a adoção de um "mecanismo de sustentabilidade" que controle o impacto dos biocombustíveis, tanto produzidos em casa como importados, sobre as emissões de gases, a biodiversidade e a produção de alimentos.

Investimento

No documento prévio de conclusões da cúpula, os governantes europeus se comprometem a tomar medidas "precisas e a curto prazo" para ajudar os mais afetados pelos aumentos dos preços, mas não detalham como.

O texto, que pode sofrer modificações até o final da reunião, nesta sexta-feira, afirma que a UE supervisionará os investimentos especulativos no mercado de commodities e o comportamento das redes de abastecimento de alimentos, acusadas por muitos produtores europeus de inflar os preços de seus produtos.

Também pede que a ajuda oferecida por cada país membro para os setores mais prejudicados seja "seletiva", não "distorça os sinais enviados pelos preços e evite efeitos retardados gerais sobre os salários".

No âmbito internacional, os líderes da UE devem insistir na importância da abertura comercial para o setor agrícola e se comprometer a incrementar os investimentos do bloco no desenvolvimento rural de países mais pobres.

"Nossa intenção é que o volume de ajuda européia chegue a 66 bilhões de euros anuais até 2020, com metade desse aumento destinado à África, a região mais afetada (pela atual crise)", afirma o primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa, que realizará sua última cúpula à frente da presidência rotativa da UE.

Comentários dos leitores
Jose Carlos Zuanazzi (6) 07/10/2008 11h28
Jose Carlos Zuanazzi (6) 07/10/2008 11h28
É o preço que países como o Brasil, por ser excencialmente agricola, têm que pagar. Seus produtos são negociados no mercado de "commodites" onde só os fortes interesses conseguem manejá-lo sem opinião
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Leonardo S. (78) 07/10/2008 11h26
Leonardo S. (78) 07/10/2008 11h26
O povo tem que parar de fazer filho. O Brasil está atrasando em 100 anos sua entrada no 1o. mundo pq os pobres fazem 5 filhos por casal enquanto a classe média faz 1. Resultado: A juventude do Brasil não estuda. O pior é que o Estado faz de conta que não acontece nada.
A pobreza é um problema cultural, e é difícil o Estado resolver. É muito difícil mudar a cabeça de uma pessoa. Os pais não estudaram, os filhos não estudam e os netos também não vão estudar. Apenas uma pequeníssima parcela estuda e ascende socialmente.
Solução de longo prazo para o Brasil: Esterilização compulsória quando a mulher dá a luz ao segundo filho na rede pública de saúde e mutirões de vasectomia. Isso vai se refletir daqui 20 anos na segurança pública, nos índices de escolaridade, na diminuição da pressão sobre os serviços públicos (postos de saúde, creches).
Coragem pra dizer e fazer isso? Ninguém tem.
sem opinião
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micael carneiro (1) 25/09/2008 14h07
micael carneiro (1) 25/09/2008 14h07
As verdadeiras causas das mudanças climática são muitas dentre elas destaco : o consumismo que para atende-lo precisamos explorar cada vez mais isto é retirar sempre que a demanda o exigir; o grande crescimento da população que para sobreviver precisa cada vez mais de espaço e alimento e não havendo controle da natalidade acabaremos consumindo tudo como um gafanhoto; o petroléo é nossa pricipal fonte energetica e precisamos depender cada vez menos do petroléo e não adianta sair culpando os carteis do petroléo, pois nos é quem somos dependêntes, quero ver você poder ir trabalhar, viajar se locomover sem seu carro. Temos sim que encontrar outras fontes energeticas pouco poluentes porque não existe fontes de energia não poluentes, pois onde tiver a existência do ser humano haverá poluição. Somos a unica espécie que não esta em equilibrio, pois os animais alimentam-se uns dos outros, quer dizer que um morre para o outro sobreviver e na nossa espécie alimentamos de quase tudo e todos e não temos predadores. A unica forma de viver sem poluir é larga a mordomia da civilização mordena e vivermos como os indios, quem se habilita?
A culpa das mudanças climáticas são de todos e a unica forma de isso acabar é eliminando os seres humanos.
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