BBC Brasil
30/06/2008 - 07h26

Milícias estendem campo de ação a bairros ricos do Rio, diz "El País"

da BBC Brasil

Uma reportagem do jornal "El País" destaca nesta segunda-feira o crescimento de "milícias" em bairros ricos do Rio de Janeiro.

Até então considerado um fenômeno das favelas, os "grupos clandestinos de vigilância patrulham os bairros nobres da cidade brasileira e extorquem seus habitantes em troca de segurança", diz o artigo, publicado na versão online do diário espanhol.

Segundo o correspondente do jornal no Rio, moradores de bairros como Copacabana, Leblon, Ipanema e Botafogo têm recebido cartas de grupos que se denominam "grupos de apoio" pedindo dinheiro para garantir a vigilância da rua.

A atividade incluiria "a localização de indivíduos suspeitos e de carros abandonados, e inclusive a aplicação, em certos casos, da justiça pelas próprias mãos".

"Algumas destas milícias, até agora desconhecidas, têm um comportamento similar ao das que atuam nas favelas, o que inclui roubos e assaltos em lugares não controlados por eles e considerados rivais", diz o jornal, "o que, ao final, também como nas favelas, não faz mais que contribuir para que aumente a violência nas ruas."

A reportagem diz que os cidadãos estão "preocupados e assustados".
"Alguns aceitam a chantagem por medo e pagam as milícias. Outros reagem e desobedecem. Em algumas ocasiões, a união de forças em determinada comunidade conseguiu paralisar a ação destes grupos clandestinos."

Entretanto, a maioria "paga e se cala". "A polícia pede que a população colabore denunciando cada caso ou carta que receba das milícias. Mas os moradores destes bairros asseguram que as denúncias não servem para nada, porque nunca prendem os culpados e porque existe o temor de que, em muitos casos, as camadas mais corruptas da polícia estejam envolvidas."

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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