BBC Brasil
30/06/2008 - 08h40

Incerteza legal é "risco" para petroleiras no Brasil, diz "FT"

da BBC Brasil

A indefinição sobre as regras de exploração de petróleo na camada pré-sal representa um "risco" para a atuação de empresas petroleiras no Brasil, afirma nesta segunda-feira uma reportagem do diário financeiro britânico "Financial Times" ("FT").

O artigo, parte de um caderno especial do jornal sobre o setor de energia em diversos países do mundo, aborda a atual discussão sobre o modelo que o Brasil adotará para explorar reservas recém-descobertas em campos como Tupi e Carioca.

Por causa do seu enorme potencial, o governo estuda como manter as novas descobertas sob controle do Estado.

Sob o atual modelo, as petroleiras, muitas vezes em parceria com a Petrobras, são responsáveis por procurar petróleo em blocos geográficos arrebatados em leilões de concessão da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

Especialistas em favor de uma mudança na legislação argumentam, entretanto, que incluir as reservas pré-sal nesse tipo de modelo seria como permitir às companhias "comprar um bilhete de loteria premiado", como definiu o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

Para o jornal britânico, a indefinição sobre as regras de exploração representa um risco maior para a atuação das empresas no Brasil que as dificuldades naturais de explorar óleo e gás natural em campos tão profundos e submetidos a condições adversas de pressão e temperatura.

"Apesar de essas condições apresentarem obstáculos consideráveis, podem certamente ser superadas, especialmente com os preços mundiais do petróleo nos atuais níveis", analisa o "FT".

"Um risco maior para as empresas petroleiras com planos de trabalhar nos campos pré-sal é a incerteza em relação à regulamentação da indústria."

O jornal lança dúvidas sobre a adoção de esquemas de "produção compartilhada" de petróleo, nos quais as reservas se mantêm como propriedade do Estado e as companhias recebem permissão para manter parte do óleo que trazem à superfície.

"O que preocupa muitos analistas sobre esse modelo é que o governo deve basear suas decisões de produção em considerações não-comerciais, como o efeito da produção na inflação, a taxa de câmbio e o preço do petróleo em si."

Para o "FT", "nenhuma decisão sobre um novo regime [de exploração] até pelo menos o fim deste ano".

Comentários dos leitores
antonio goncalves (175) 17/09/2008 11h16
antonio goncalves (175) 17/09/2008 11h16
Sr Luciano AB ( 5 ) acho que o snehor devria ser um pouco mais podsitivo ,pq pelo jeiot que vejo a sua negatividade anda sercado por todos os lados, e pa ra os que nao acredita,que pode ser mais uma cabecada ate concordo pq ja estavamos acostumados ver estas cabecada sempre com os outros governos,mais no caso do Lula vejo que e bem diferente, bom Agora o Caso dos USA explorar petroleo de seu proprio territorio acho a coisa mais correta que eles vao fazer pq so asim eles param de fazer Guarra por este mundo afora por causa de petroleo.e nos Brasilieros temos que acreditar que em um futuro porximo vamos ficar independente de tudo de outros paises principlamente de Gaz la de Bolivia,nos temos competencia p/ isto 7 opiniões
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William Fernandes (5) 15/09/2008 14h10
William Fernandes (5) 15/09/2008 14h10
Bom, acho que não devemos duvidar da capacidade de exploração da Petrobras. Ah..mas a profundidade do pré-sal é muito grande, e tal.....É muito profundo o que torna inviável a exploração? Não, não é, vide que a ExxonMobil já perfurou o poço de petróleo mais profundo do mundo, com 11.680 metros de profundidade, na jazida russa de Sakhalin-1
Segundo a empresa, o poço supera em 398 metros o recorde anterior, também da ExxonMobil, estabelecido em 2007 no mesmo local.
Então, a premissa negativa de profundiade não existe mais, o que resta é saber das capacidades técnicas da Petrobras, mas disso não duvido.
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Lucas Naves (1) 11/09/2008 07h03
Lucas Naves (1) 11/09/2008 07h03
Economia Básica pessoal, se a oferta diminui a demanda aumenta, se a demanda aumenta o preço sobre!
Concerteza teremos os preços do petróleo a um valor correspondente ao de meses atras, em uma casa de mais de US$120,00. A OPEP nõ iria perder a oportunidade de ganhar dinheiro, sabendo que o mundo todo continua comprando seu produto a um valor bem elevado!
Sejamos conscientes, o Brasil nada influência nas decisões que são tomadas pela OPEP, nada temos a ver com isso, mas coitado do Lula, ele acha que tambem manda la, coitado!
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