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Índios brasileiros se encontram com papa em Roma
ASSIMINA VLAHOU
da BBC Brasil, em Roma
Dois índios brasileiros que estão na Europa para pedir apoio à demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, encontraram-se com o papa Bento 16 nesta quarta-feira, no Vaticano.
Eles participaram de uma audiência pública na sala Paulo 6° e conversaram com o sacerdote. Jacir José de Souza e Pierlangela Nascimento da Cunha foram pedir apoio para a demarcação contínua de terras da reserva.
Segundo os indígenas, o papa ouviu com atenção o relato sobre a situação na região. "O papa pareceu interessado ao nosso problema e disse que vai se empenhar para que a gente tenha nossa terra garantida", contou a índia Pierlangela.
Ela disse que o papa falou duas vezes, em italiano e em espanhol, e que suas palavras foram traduzidas para eles. O encontro durou cerca de cinco minutos.
"As pessoas dizem que nessas audiências o encontro é muito rápido, mas não foi. Quando a pessoa que nos acompanhava falou que éramos de Roraima e deu as informações, ele parou e esperou a gente falar. Olhou nos olhos da gente e ouviu com atenção", afirmou a representante indígena.
No final do encontro, eles entregaram a Bento 16 um mapa da região da reserva e lhe deram de presente um colar, uma bolsa de buriti e um chocalho.
Antes de encontrar Bento 16, eles estiveram reunidos com representantes do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, órgão do Vaticano que cuida de questões ligadas aos direitos humanos, que já estava informado sobre a situação dos índios da região de Roraima.
"O Conselho de Justiça e Paz acompanha nosso problema e esperamos que possa dar apoio a nossa causa", disse Pierlangela.
A passagem pelo Vaticano é uma das etapas da viagem por várias capitais européias que o grupo indígena esta fazendo. Eles estão sendo acompanhados por representantes da ONG Survival International e da Congregação religiosa da Consolata, que tem sede em Roraima.
O STF (Supremo Tribunal Federal) deve se pronunciar em agosto sobre um recurso contra o decreto de homologação assinado pelo presidente da republica em 2005, que garantiu a demarcação contínua das terras da reserva e determina a saída de não-índios da região.
A reserva Raposa/Serra do Sol tem 1,6 milhão de hectares, onde vivem cerca de 19 mil índios de diversas tribos e centenas de famílias de agricultores.
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A ambição por terras e o melhor negócio que existe, não precisa plantar nas terras é consegui-las, sendo esse o principal objetivos dos índios e dos fazendeiros, depois vem o negocio para quem trabalha é honesto e desenvolve a terra.
Para esse vai sobrar a oportunidade de arrendar essas terras, comprar essa terras de Índios e Fazendeiros e outros oportunistas e tirar o lucro que a terra pode propiciar.
Interessante ninguem fala que os sem terra daquela região que estão lá a mais de 20 anos estão produzindo, tantas toneladas de Arroz, de Soja de feijão, de milho.
Ninguem fala isso que os Índios tambem estão produzindo o mesmo nas terras que ganharão de presente da União, ninguem fala nada e todos querem as terras os objetivos são divernos!
O primeiro ojjetivo e os bons emprestimos do governo Federal com os Bancos Publicos, já estão por lá o BNDES, e a CEF.
Bem todos querem o principal o cerne sem precisarem trabalhar, depois da valorização vai vir o negocio e o dinheiro da vendo ou do Arrendamento e é claro vai ter uma lei que vai aprovar que os Índios possam vender parte das suas reservas que os assentados do MST, tambem possam vender e assim vai indo.
Apareceu esses dias na TV que assentados a mais de dois anos não conseguiam produzir nada e olhem que tem o MST por traz de tudo.
Muitos já venderam os lotes.
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