"É uma alegria imensa", diz filho de Betancourt
CLAUDIA JARDIM
de Caracas para a BBC Brasil
O filho da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, disse sentir uma "alegria indescritível" com a notícia da libertação da mãe, anunciada pelo governo colombiano nesta quarta-feira.
"É uma alegria imensa, uma alegria indescritível, não posso acreditar", afirmou, de Paris, ao canal de TV colombiano RCN.
"Espero mais informação, espero que seja verdade de todo coração", acrescentou Lorenzo.
O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta quarta-feira que o Exército do país resgatou Betancourt, que era mantida como refém havia seis anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Além de Betancourt, 14 outros reféns foram libertados, incluindo três americanos e 11 agentes de segurança (policiais e militares) colombianos.
Luiz Eladio Perez, ex-companheiro de cativeiro de Ingrid, libertado em fevereiro, admitiu ser contra resgates militares, mas cumprimentou as forças armadas colombianas.
"Sempre rejeitamos as tentativas de resgate militar, certos de que isso poderia ocasionar a morte dos seqüuestrados. Meus respeitos às Forças Militares e ao presidente Álvaro Uribe", disse Perez.
Anistia Internacional
Em nota, a Anistia Internacional se referiu à libertação de Betancourt como "notícia positiva", mas lembrou a situação dos outros reféns --cerca de 700, segundo estimativas-- mantidos pelas Farc.
"É uma notícia positiva mas nós não devemos esquecer das outras centenas que continuam detidos na Colômbia. Nós exortamos as Farc a libertá-los de forma imediata e incondicional", diz a nota.
Ingrid Betancourt foi seqüestrada em 2002 quando concorria à Presidência da Colômbia.
Com nacionalidades colombiana e francesa, ela era a refém mais importante da guerrilha e compunha ao lado de outras 38 pessoas o grupo de reféns considerados passíveis de troca em um acordo humanitário entre governo e guerrilheiros.
Nos mais de seis anos em que ficou no cativeiro, Betancourt enviou cartas dramáticas à mãe, Yolanda Pulecio, dizendo que o que a mantinha viva na selva era a "esperança" de poder voltar a ver os filhos --Lorenzo e Melanie.
Eles eram pré-adolescentes quando a mãe foi seqüestrada e agora estão na universidade. Para estimulá-la, os dois lhe enviavam mensagens em um conhecido programa de rádio colombiano, através do qual familiares mandam mensagens aos reféns.
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Texto da EFE: "Supostos guerrilheiros das Farc..."
Essa Folha de SP não presta mesmo...
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Os Estados Unidos dão proteção a terroristas. A 33 anos Luis Posada Carriles foi o responsável pela bomba que derrubou o avião de passageiros de Cuba, matando 72 pessoas. Sistematicamente os USA tem se recusado a Cuba em extraditá-lo, mas agora é a Venezuela que faz coro à punição do terrorista. Isso lembra o episódio do líbio que a Escócia libertou recentemente, sob protestos dos USA, envolvido na explosão a bordo do avião da Lockerbie, que cumpriu a maior parte da sentença de 27 anos. A lei internacional que vale para os Estados Unidos não é a mesma lei internacional que eles aceitam para o mundo. Isso é prevaricação, viva o TPI, é o melhor que temos. Mesmo que eles não reconheçam seus terroristas, também terão que protegê-los em seu território, sabendo que não poderão sair de lá ou serão presos. Ficaria feliz em saber que algum dia o TPI condenará o neto de banqueiro da União Federal chamado George W. Bush, o açougueiro nazista.
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