Uribe "renova fôlego" com resgate de Betancourt, diz analista
MÁRCIA CARMO
da BBC, em Buenos Aires
A libertação da ex-candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, na quarta-feira, pode representar um "novo fôlego político" para o presidente colombiano Álvaro Uribe, em meio aos questionamentos sobre o processo que levaram à sua reeleição, em 2006, afirma um especialista ouvido pela BBC Brasil.
De acordo com o professor colombiano de Ciências Políticas Ruben Sánchez, professor do mestrado de paz, segurança e conflitos da Universidade de Rosário, de Bogotá, o resgate pode ter um impacto positivo na popularidade de Uribe.
"Uribe ganhou oxigênio, novo fôlego político com essas libertações. Sua popularidade já era alta e agora então, parece que será mais ainda", disse.
Nos últimos dias, uma polêmica envolvendo a reeleição do presidente ganhou destaque no país. Uribe só pode ser reeleito depois que o Congresso aprovou uma reforma constitucional permitindo que o presidente concorresse a um segundo mandato.
Depois de acusações de que deputados teriam sido subornados para votar a favor da reforma, a Suprema Corte de Justiça, em uma decisão sem precedentes, chegou a pedir à Corte Constitucional que investigasse a legalidade do ato legislativo de 2004 que permitiu a reeleição para presidente.
Na quarta-feira, pouco antes do anúncio das libertações dos reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), a Corte Constitucional declarou que não vai rever a reforma constitucional, por considerar que o assunto "já foi julgado".
Uribe
Para Sánchez, as primeiras declarações de Betancourt, logo depois de liberada, "chamaram atenção". Ele conta que ficou surpreso, em especial, com os elogios da ex-candidata presidencial ao presidente Álvaro Uribe.
"Chamou atenção a posição de Ingrid a favor da reeleição de Uribe e de sua estratégia contra as Farc", disse.
"Essa postura contradiz a da mãe de Betancourt (a ex-congressista Yolanda Pulecio), que defendia uma troca humanitária (entre reféns e rebeldes presos)".
Segundo ele, o discurso de Ingrid ajudam a continuação das ações do presidente. "As palavras de Ingrid não a tornam uribista (seguidora de Uribe), mas certamente ajudam Uribe para que ele mantenha a mão dura contra as Farc, enquanto muitos setores defendem uma negociação de paz", afirmou Sanchez.
Betancourt elogiou a ação do Exército colombiano e os presidentes Uribe e Nicolas Sarkozy, da França. "A reeleição do presidente Uribe foi muito importante para a Colômbia. (...) E por tudo que ele está fazendo para combater a guerrilha", disse a ex-refém.
Betancourt e Uribe fizeram campanha, como opositores, em 2002, quando ela foi seqüestrada com sua companheira de chapa, Clara Rojas, libertada no início do ano.
A mãe de Betancourt também agradeceu os esforços do governo colombiano. "Agradeço primeiro a Deus. E depois ao presidente Uribe, apesar das diferenças que todos sabem que tenho com ele", disse ela, ao lado da filha.
Para o analista, a libertação dos 15 reféns que faziam parte da lista que os rebeldes pretendiam trocar por guerrilheiros presos confirma que as Farc vivem um "momento difícil".
"As Farc estão demonstrando dificuldades e uma de suas debilidades visíveis é a quebra na comunicação no secretariado do grupo (onde militares da inteligência colombiana teriam se infiltrado)", afirmou o especialista.
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Especial


Texto da EFE: "Supostos guerrilheiros das Farc..."
Essa Folha de SP não presta mesmo...
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Os Estados Unidos dão proteção a terroristas. A 33 anos Luis Posada Carriles foi o responsável pela bomba que derrubou o avião de passageiros de Cuba, matando 72 pessoas. Sistematicamente os USA tem se recusado a Cuba em extraditá-lo, mas agora é a Venezuela que faz coro à punição do terrorista. Isso lembra o episódio do líbio que a Escócia libertou recentemente, sob protestos dos USA, envolvido na explosão a bordo do avião da Lockerbie, que cumpriu a maior parte da sentença de 27 anos. A lei internacional que vale para os Estados Unidos não é a mesma lei internacional que eles aceitam para o mundo. Isso é prevaricação, viva o TPI, é o melhor que temos. Mesmo que eles não reconheçam seus terroristas, também terão que protegê-los em seu território, sabendo que não poderão sair de lá ou serão presos. Ficaria feliz em saber que algum dia o TPI condenará o neto de banqueiro da União Federal chamado George W. Bush, o açougueiro nazista.
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