Exército enganou guerrilheiro em "operação cinematográfica", diz ministro
CLAUDIA JARDIM
da BBC, em Caracas
O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta quarta-feira que "foi um resgate cinematográfico" a operação que resultou na libertação da política colombiana Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns do grupo rebelde Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
De acordo com Santos, a operação teve início na manhã desta quarta-feira, após o Exército ter infiltrado agentes na guerrilha e ter capturado dois rebeldes que faziam a segurança do cativeiro, no Estado colombiano de Guaviare.
De acordo com o jornal colombiano "El Tiempo", os agentes infiltrados teriam convencido um carcereiro de nome César a acompanhá-los a uma reunião com o líder das Farc, Alfonso Cano.
Segundo o jornal, o Exército utilizou um helicóptero civil, e César teria aceitado viajar com eles. "Os militares enganaram os rebeldes dizendo que os reféns, que estavam separados em três grupos, seriam transportados por helicópteros de uma organização humanitária fictícia", disse o ministro.
César, que tinha acesso a um dos membros do secretariado das Farc, Mono Jojoy, e outro integrante da guerrilha foram capturados e "entregues às autoridades judiciais para que sejam processados por todos os seus delitos", disse Santos.
Ainda não se sabe se César é o mesmo guerrilheiro que, segundo anunciado pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, no dia 13 de junho, teria contatado o Exército colombiano e oferecido libertar Ingrid Betancourt.
"Impecável"
Em um discurso emocionado ao desembarcar em Bogotá, Betancourt disse que a operação militar que a resgatou depois de seis anos de cativeiro foi "impecável". "A operação militar do Exército do meu país foi impecável, perfeita", disse.
Segundo Betancourt, que disse ter guardado uma calça jeans nova para usar no momento de sua libertação, os reféns já sabiam que poderiam ser resgatados nesta quarta-feira. "Só não sabíamos quantos poderiam ser libertados", afirmou.
De acordo com Betancourt, inicialmente os reféns pensaram que os agentes do Exército eram guerrilheiros.
"Quando o helicóptero chegou ao acampamento, (...) subimos com muita dificuldade, porque nos ataram as mãos, e isso foi muito humilhante", disse.
Segundo ela, os reféns só souberam que estavam sendo resgatados quando o comandante da operação gritou: "Somos o Exército Nacional, vocês estão livres".
"Saltamos, gritamos, choramos, nos abraçamos. Não podíamos acreditar, era um milagre", afirmou Betancourt.
Etapas
O comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla, disse que a operação foi organizada em três etapas.
A primeira foi um serviço de inteligência para identificar o cativeiro onde eram mantidos os reféns e infiltrar agentes no secretariado das Farc.
A segunda fase se tratava da operação de resgate. Uma terceira possibilidade seria um plano alternativo, não detalhado pelo militar, caso a operação de resgate não fosse bem-sucedida.
De acordo com o jornal "The New York Times", os Estados Unidos estavam envolvidos no planejamento e na operação da missão.
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Especial


Texto da EFE: "Supostos guerrilheiros das Farc..."
Essa Folha de SP não presta mesmo...
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Os Estados Unidos dão proteção a terroristas. A 33 anos Luis Posada Carriles foi o responsável pela bomba que derrubou o avião de passageiros de Cuba, matando 72 pessoas. Sistematicamente os USA tem se recusado a Cuba em extraditá-lo, mas agora é a Venezuela que faz coro à punição do terrorista. Isso lembra o episódio do líbio que a Escócia libertou recentemente, sob protestos dos USA, envolvido na explosão a bordo do avião da Lockerbie, que cumpriu a maior parte da sentença de 27 anos. A lei internacional que vale para os Estados Unidos não é a mesma lei internacional que eles aceitam para o mundo. Isso é prevaricação, viva o TPI, é o melhor que temos. Mesmo que eles não reconheçam seus terroristas, também terão que protegê-los em seu território, sabendo que não poderão sair de lá ou serão presos. Ficaria feliz em saber que algum dia o TPI condenará o neto de banqueiro da União Federal chamado George W. Bush, o açougueiro nazista.
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