BBC Brasil
10/07/2008 - 01h03

Chávez diz que Betancourt pediu sua ajuda em negociação com Farc

CLAUDIA JARDIM
da BBC Brasil, de Caracas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quarta-feira que Ingrid Betancourt, ex-refém do grupo rebelde Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), pediu sua ajuda para impulsionar as negociações entre a guerrilha e o governo colombiano para alcançar um acordo de paz e libertar os reféns ainda em cativeiro.

Chávez disse que conversou com Betancourt por telefone, nesta quarta-feira. "Betancourt me pediu que continuássemos lutando, agora em coordenação com ela", afirmou o presidente, durante um ato de graduação de militares venezuelanos.

Betancourt, ex-candidata presidencial que esteve seis anos em cativeiro, foi resgatada na semana passada em uma operação do Exército da Colômbia que libertou outros 14 reféns das Farc.

Horas depois de ser libertada, Betancourt fez um chamado público a Chávez e ao presidente do Equador, Rafael Correa, para que utilizassem sua influência junto ao Secretariado das Farc para "empurrar" o grupo para a via democrática.

"Vai ser um grande apoio, uma mulher inteligente e valente. Contamos com ela para continuar, para não só alcançar a libertação de todas as pessoas privadas de sua liberdade (...) mas, além do acordo humanitário, conquistar uma mesa de diálogo para a paz", afirmou Chávez.

Crise diplomática

A participação de Chávez como mediador de um acordo humanitário entre as Farc e o governo colombiano foi o pivô de uma crise diplomática entre a Colômbia e a Venezuela, iniciada em dezembro passado. Na época, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, decidiu encerrar a mediação de Chávez no acordo que previa a libertação de reféns em troca de guerrilheiros presos.

Apesar da crise, o presidente venezuelano participou da operação de resgate de seis reféns que as Farc decidiram libertar de maneira unilateral, no início deste ano.

A crise, porém, se agravou em 1º de março, quando o Exército colombiano invadiu o Equador e bombardeou um acampamento das Farc, matando Raúl Reyes, número dois da guerrilha.

Na ocasião, Chávez condenou a invasão colombiana e chegou a romper relações com o país vizinho.

Visita de Uribe

Nesta sexta-feira, Uribe viaja à Venezuela para se reunir com Chávez, que na semana passada disse que o receberia como um "irmão".

A expectativa é de que os presidentes discutam o restalecimento do fluxo comercial entre ambos os países, afetado pela crise, e que dêem por terminado o mal-estar diplomático.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse que a visita de Uribe representa "o restabelecimento de um diálogo construtivo e respeitoso, que coloque de lado as diferenças e, sobretudo, que marque os pontos onde podemos trabalhar juntos".

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
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Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
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O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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