Inflação assombra a América Latina, diz "Economist"
da BBC Brasil
O aumento da inflação na América Latina se transformou em um teste de credibilidade para a recém-descoberta estabilidade econômica dos países da região, assim como para seus bancos centrais, diz uma reportagem da edição desta semana da revista britânica "The Economist".
Segundo a revista, ao contrário dos países desenvolvidos, a América Latina não foi tão afetada pela crise global de crédito até agora, e muitas de suas economias continuam crescendo rapidamente, impulsionadas pela demanda por suas exportações de commodities.
No entanto, afirma a reportagem, o boom no mercado de commodities começa a ter um efeito menos desejável: o aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que está empurrando para cima os índices de inflação na região.
A Economist afirma que, de acordo com o FMI, a taxa média de inflação na região aumentou para 7,5% em abril, em comparação a 5,2% no mesmo período do ano passado. Segundo a revista, a taxa real pode ser maior, já que na Argentina, a inflação oficial de 9,1% "é provavelmente menos da metade da taxa real".
Divisão
De acordo com a revista, há uma divisão na região. "Por volta da virada da década, muitos dos maiores países adotaram câmbio flutuante e metas de inflação, administrados por bancos centrais mais ou menos independentes", diz o texto.
"Outro grupo de países --incluindo Argentina e Venezuela-- deram maior prioridade ao crescimento do que à estabilidade dos preços."
No entanto, a reportagem afirma que mesmo entre o primeiro grupo de países, a inflação tem aumentado.
"Como resposta, os bancos centrais do Chile, da Colômbia, do México e do Peru começaram a aumentar as taxas de juros no ano passado. Mesmo assim, eles não cumpriram suas metas de inflação, na maioria dos casos pela primeira vez", diz o texto.
Brasil
A reportagem dá destaque ao Brasil. "Sob gritos de protesto, o Banco Central do Brasil interrompeu três anos de relaxamento monetário em outubro passado", diz a revista.
"Desde então, aumentou a taxa básica de juros em um ponto percentual. Mesmo assim, a inflação está próxima do limite superior da meta de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos", afirma o texto.
A revista afirma que o governo brasileiro está otimista de que a inflação cairá até o final do ano, mas o povo brasileiro está preocupado com o aumento nos preços da cesta básica.
A "Economist" diz que a inflação atinge mesmo países que tiveram crescimento lento, como o Chile e o México.
De acordo com a revista, o teste será se a inflação na América Latina vai ou não cair até o fim do ano. "Se não, serão necessárias ações mais drásticas."
A reportagem afirma que a alta dos preços já ameaça levar milhões de latino-americanos de volta à pobreza.
Segundo a revista, "os mais sábios entre os políticos da região sabem que, por mais que custe caro, a luta contra a inflação é uma [luta] que eles não podem perder".
Leia mais
- Meirelles diz que inflação voltará para o centro da meta em 2009
- Refeição fora de casa é a maior responsável pela inflação em 2008
- Ministro fixa em até 12% taxa ideal de expansão do crédito em 2008
- Inflação tende a superar teto da meta nos próximos meses, diz IBGE
- Controlar inflação é prioridade para o governo, diz Bernardo
- IPCA desacelera em junho e registra alta de 0,74%, diz IBGE
Livraria da Folha
- Livros da "The Economist" explicam termos essenciais de economia e negociação
- Folha Explica o dólar, a especulação financeira e o euro, veja capítulos
- Livro ensina famílias a organizar o orçamento da casa
Especial



Depois os proprietarios reclamam qdo propões-se aumento no IPTU. Ora se os preços dos imóveis subiram é lógico que o Imposto tb suba, pois ele é uma porcentagem sobre o valor venal ou não.
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar