BBC Brasil
11/07/2008 - 08h14

Inflação assombra a América Latina, diz "Economist"

da BBC Brasil

O aumento da inflação na América Latina se transformou em um teste de credibilidade para a recém-descoberta estabilidade econômica dos países da região, assim como para seus bancos centrais, diz uma reportagem da edição desta semana da revista britânica "The Economist".

Segundo a revista, ao contrário dos países desenvolvidos, a América Latina não foi tão afetada pela crise global de crédito até agora, e muitas de suas economias continuam crescendo rapidamente, impulsionadas pela demanda por suas exportações de commodities.

No entanto, afirma a reportagem, o boom no mercado de commodities começa a ter um efeito menos desejável: o aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que está empurrando para cima os índices de inflação na região.

A Economist afirma que, de acordo com o FMI, a taxa média de inflação na região aumentou para 7,5% em abril, em comparação a 5,2% no mesmo período do ano passado. Segundo a revista, a taxa real pode ser maior, já que na Argentina, a inflação oficial de 9,1% "é provavelmente menos da metade da taxa real".

Divisão

De acordo com a revista, há uma divisão na região. "Por volta da virada da década, muitos dos maiores países adotaram câmbio flutuante e metas de inflação, administrados por bancos centrais mais ou menos independentes", diz o texto.

"Outro grupo de países --incluindo Argentina e Venezuela-- deram maior prioridade ao crescimento do que à estabilidade dos preços."

No entanto, a reportagem afirma que mesmo entre o primeiro grupo de países, a inflação tem aumentado.

"Como resposta, os bancos centrais do Chile, da Colômbia, do México e do Peru começaram a aumentar as taxas de juros no ano passado. Mesmo assim, eles não cumpriram suas metas de inflação, na maioria dos casos pela primeira vez", diz o texto.

Brasil

A reportagem dá destaque ao Brasil. "Sob gritos de protesto, o Banco Central do Brasil interrompeu três anos de relaxamento monetário em outubro passado", diz a revista.

"Desde então, aumentou a taxa básica de juros em um ponto percentual. Mesmo assim, a inflação está próxima do limite superior da meta de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos", afirma o texto.

A revista afirma que o governo brasileiro está otimista de que a inflação cairá até o final do ano, mas o povo brasileiro está preocupado com o aumento nos preços da cesta básica.

A "Economist" diz que a inflação atinge mesmo países que tiveram crescimento lento, como o Chile e o México.

De acordo com a revista, o teste será se a inflação na América Latina vai ou não cair até o fim do ano. "Se não, serão necessárias ações mais drásticas."

A reportagem afirma que a alta dos preços já ameaça levar milhões de latino-americanos de volta à pobreza.

Segundo a revista, "os mais sábios entre os políticos da região sabem que, por mais que custe caro, a luta contra a inflação é uma [luta] que eles não podem perder".

Comentários dos leitores
celso assis (83) 10/12/2009 08h29
celso assis (83) 10/12/2009 08h29
Alguma coisa está errada, pois o indice indica diminuição dos alugueis, e na pratica eles estão subindo.
Depois os proprietarios reclamam qdo propões-se aumento no IPTU. Ora se os preços dos imóveis subiram é lógico que o Imposto tb suba, pois ele é uma porcentagem sobre o valor venal ou não.
sem opinião
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José Alberto (230) 04/12/2009 11h03
José Alberto (230) 04/12/2009 11h03
Com certeza essa inflação mentirosa do governo lulala não coloca em seus calculos o que pagamos em comida, gasolina, aluguel, algumas mordomias que são obrigações do governo nos dar como saude digna,desenvolvimento, e o recuso dessa classe que nos rouba a de politicos e juizes que não lhe são cobrados IR e quando pagam são irrisórios ou pela metade, e os rombos feitos pelo bndes em nossa economia, o governo declara ajuda a bancos no IR e será que coloca isso como divida ativa, duvido, e se colocar o povo é que paga, e por que será que muitos orgãos não pagam IR, ex: sindicatos, igrejas, pac com obras super faturadas, bolsa miseria,mst, ongs principalmente as estrangeiras, então se somar tudo isso com certeza nossa inflação beira ai os 50% ano e lulala e sua equipe quer nos convencer que ´só 5%, então por que o banco central com o manteiga junto não baixa os juros do copom para 5% tb, e por que será que bancos brasileiros mantem um taxa de juros a mais alta do mundo pois não adianta nos comparar com paises mais podres do que o nosso e sim cuidar do nosso o que os governantes não fazem e nos mantem na miseria ..... 1 opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (54) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (54) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. 2 opiniões
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