BBC Brasil
18/07/2008 - 06h19

Cabral ainda tem "muito a fazer" para recuperar o Rio, diz "Economist"

da BBC Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já conquistou alguns avanços em seu esforço para recuperar a capital do Estado, mas ainda tem muito trabalho pela frente, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica "The Economist".

Segundo o texto, quando Cabral foi eleito, no final de 2006, havia grande expectativa de que o novo governador fosse combater a corrupção, entre os políticos e dentro da polícia, e tirar a cidade do Rio de "25 anos de declínio".

"Depois de um ano e meio no poder, como Cabral está se saindo?", pergunta a revista.

A reportagem afirma que, segundo o secretário estadual da Fazenda, Joaquim Levy, o plano era primeiro colocar as finanças do Estado em dia, para então financiar melhorias em saúde e segurança pública.

"A primeira parte correu bem", diz o texto. "As finanças do Estado passaram de um déficit de R$ 100 milhões para um superávit de R$ 790 milhões no ano passado."

Violência

"No entanto, o governo no Rio é julgado principalmente pelo índice de violência, e nesse ponto seu desempenho não é tão bom", diz a Economist.

A revista afirma que, enquanto a taxa de homicídios vem caindo no Brasil, na cidade do Rio as mortes provocadas pela polícia "aumentaram de 300, em 1998, para 900, no ano passado".

A revista cita os casos do menino de três anos de idade metralhado por policiais que confundiram o carro de sua mãe com o de criminosos e dos três jovens do Morro da Providência que foram mortos depois de terem sido entregues por militares do Exército a traficantes.

A reportagem afirma que "parte do problema do Rio é que os eleitores vêm há muito demonstrando preferência por charme em vez de habilidade administrativa na hora de escolher seus políticos".

A Economist cita como exemplos os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus.
Segundo a reportagem, esse padrão parece ter sido quebrado pelo governo de Cabral, mas dá mostras de estar ressurgindo.

A revista menciona a candidatura de Marcelo Crivella à prefeitura da capital do Estado, que aparece como favorito nas pesquisas para a eleição municipal de outubro.

"Comparado com essa tradição, o governo de Cabral, que é limpo, competente e leva as instituições a sério, é um grande avanço", diz a Economist.

"No entanto, ainda é muito cedo para declarar que o renascimento do Rio está em curso", afirma a reportagem. "Como atestam as metralhadoras nas ruas, há ainda muito a ser feito."

Comentários dos leitores
Cristiano Garcia (114) 05/07/2008 19h09
Cristiano Garcia (114) 05/07/2008 19h09
CAMPO GRANDE / MS
Não voto por partido, mas destino meu voto para a pessoa que eu julgue suficiente ao exercicio do mandato. Considero todas as obras sociais, algo de relevancia para os menos favorecidos e tambem para o crescimento economico. A injeção de dinheiro no mercado através de programas sociais, alem de melhorar a qualidade de vida da pessoa favorecida, tambem serve para acelerar o processo de distribuição de renda e crescimento economico de uma nação. O dinheiro que o necessitado recebe dos programas sociais, não vai pra poupança e nem para investimento especulativo. Esse dinheiro circula.
Por essa razão, abomino o PT,( e pensar que fui um admirador desse partido ), a antiga freirinha pudorada (ao menos parecia) e que agora mostrou sua verdadeira face, mostrou qual é sua verdadeira "ética", mas admiro os programas sociais e corajosos do Presidente Lula.
Não acredito em religiões, mas admiro o trabalho social do sr. Crivella, porque realmente ele sabe o que faz. E gostaria que os criticos das politicas sociais não ficassem apenas como papagaios repetindo aquilo que não entendem. Vão estudar economia, mas mudem o foco, priorizando o homem e não o capital. E se voce nunca passou fome na vida, voce não esta apto para falar contra politicas sociais. Parabens ao presidente Lula e ao senador Crivella.
Um país só cresce com distribuição de renda e consumo.
O resto é bullshit que o FMI enfia goela abaixo dos serviçais, dos mais fracos, e dos papagaios.
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andre messias (128) 05/07/2008 01h10
andre messias (128) 05/07/2008 01h10
RIO DE JANEIRO / RJ
Bom Raymundo,como você é de convicções firmes ainda que erradas,em nenhum momento as mais de 700 famílias que tiveram seus barracos restaurados e transformados em moradias dignas,acredito eu concordam com seu pesamento rasteiro...Você vê que é uma perseguição,político-religioso-televisivo,o César Maia,fez o favela-bairro 1 e 2 para(com dinheiro público e foi mostrado que gastou mais do que usou,está construindo a cidade da música,uma obra faraônica e deu o nome de Roberto Marinho,por que será?Com um orçamento absurdo e já estourado TUDO COM DINHEIRO PÚBLICO)Para ajudar sua"candidata"construirá o favela-bairro 3(advinha com dinheiro da onde???)E NINGUÉM FALA NADA!!!SEM CONTAR QUE A CIDADE DO RIO ESTÁ ABANDONADA...Aí vem um tenente-bandido(que fique bem claro que a culpa também não é do exército)entrega uns garotos não de traficantes(ninguém foi atás dos traficantes,diga-se de passagem)Aí é fácil;"COLOCA A CULPA NO CRENTE SAFADO".Pronto tá resolvido o problema,palmas para a Globo,para a imprensa"marrom"e palmas para os preconceituosos que julgam sem pensar...UM ABRAÇO!!! 21 opiniões
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Raymundo De Paschoal (6) 03/07/2008 22h05
Raymundo De Paschoal (6) 03/07/2008 22h05
SAO PAULO / SP
Em outro comentário afirmei que:"É fruto, o próprio tenente e os rapazes mortos, da irresponsabilidade das autoridades mandar o exército assumir tarefas não próprias dele. Quem serve o exército? Poderá ser um dos nossos filhos que são obrigados a servir o exército para uma eventual defesa da pátria e não conviver com o crime organizado. Imaginem que o rapaz acreditou nos traficantes para estes darem um "susto" nos rapazes. É um babaca coitado. Quem deveria ser preso junto com o tenente e os outros - seja o comandante que decidiu a operação, o bispo safado que inventou a operação, o governador que aceitou, enfim as pessoas investidas dos cargos de decisão, até o Lulinha e o Ministro da Defesa, do lamentável empreendimento.
Ainda acrescento: construção é tarefa de empresas com engenharia, arquitetura e outros serviços similares, protegidas por esquema de segurança, se fosse o caso, pela Polícia Militar. Esta sim treinada no caso específico. Mas também agregar no projeto uma auditoria financeira, para impedir que as construtoras roubem muito. É apenas um sonho que as coisas sejam bem feitas. Vivemos infelizmente num "esculacho" geral e quem acaba pagando são os pobres de sempre, que além de tudo, desavisados, acabarão votando no bispo".
Então já é notado que o Ministro, também culpado pela decisão do exército executar tarefas que fogem de sua alçada, já está tirando da seringa.
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