Brasil e Colômbia são "melhores aliados" na questão dos reféns, diz jornal
da BBC
Em análise publicada nesta segunda-feira, o jornal espanhol "El País" afirma que o Brasil é um dos "melhores aliados" do governo colombiano na questão envolvendo a libertação dos reféns da guerrilha.
O texto comenta a visita do presidente Luís Inácio Lula da Silva a Bogotá e sua participação no concerto de domingo pela libertação dos reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Segundo o jornal, a presença de Lula e do presidente peruano, Alan Garcia, no concerto na Amazônia colombiana representa um importante gesto político.
"Brasil e Peru se converteram nos melhores aliados do governo colombiano em um momento de graves tensões com a Venezuela, Equador e Nicarágua, cujo presidente, Daniel Ortega, insiste em desafiar Bogotá dando um tratamento de irmandade a uma guerrilha catalogada como terrorista pela Europa e Estados Unidos", afirma a análise, assinada por Maite Rico.
Segundo o "El País", assim como o Equador e a Venezuela, o Brasil e o Peru também sofrem incursões das Farc em seu território.
A diferença, segundo Bogotá, é que os governos brasileiro e peruano colaboram lealmente com as autoridades colombianas --"o que não é o caso de Quito e, sobretudo, de Caracas, segundo revelaram os computadores de Raul Reyes, o número dois da guerrilha, morto em março em um bombardeio da aviação colombiana", escreve a analista.
De acordo com a análise, as Farc buscaram apoio do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para alcançar projeção política. Por outro lado, as tentativas de mediação da França e da Suíça foram infrutíferas e deixaram um "gosto ruim" na boca de Bogotá.
"Mas ontem o presidente colombiano, Álvaro Uribe, louvou 'a prudência' de Lula em respeito à Colômbia e expressou sua confiança no presidente brasileiro", afirma o jornal. "Lula tem consciência da carga sobre seus ombros e o peso da liderança regional que se contrapõe aos afãs hegemônicos de Chávez."
Para o "El País" "a mensagem que (Lula) envia com sua visita à Colômbia, onde assinou vários acordos de cooperação econômica, militar e de segurança fronteiriça não pode ser mais clara. Há um eixo social-democrata que marca distâncias com o eixo bolivariano".
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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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