Investigador afastado do caso Madeleine lança livro sobre o inquérito
JAIR RATTNER
da BBC, em Lisboa
O principal investigador da polícia portuguesa no desaparecimento da menina Madeleine McCann, Gonçalo Amaral, está lançando um livro no qual conta a sua versão sobre o caso.
Intitulado "Maddie: A Verdade da Mentira", o livro relata como foi o processo de investigação do desaparecimento. A obra será lançada na quinta-feira (24), três dias depois do anúncio das conclusões da polícia sobre o caso.
| Reprodução |
![]() |
| Investigador afastado do caso Madeleine lança livro |
Segundo o jornal britânico "The Observer", Amaral estaria convencido de que Madeleine McCann, desaparecida em maio de 2007 na praia da Luz, no Algarve, está morta.
Amaral foi retirado do caso depois de criticar a polícia britânica. Segundo o jornal, o ex-inspetor deve voltar a criticar o papel dos policiais britânicos no inquérito.
Ele já havia comentado publicamente que os britânicos haviam sido influenciados pela direção que os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, queriam tomar nas investigações.
Investigação
A escolha da data para o lançamento do livro coincide com o fim do prazo legal de sigilo nas investigações.
Nesta segunda-feira termina o período em que as autoridades podem reter informações sobre os procedimentos adotados e sobre as pistas e provas que tenham recolhido durante a investigação.
Maddie McCann tinha quatro anos de idade quando desapareceu na Praia da Luz, no sul de Portugal, em 4 de maio de 2007. Seu desaparecimento ganhou destaque na mídia em todo mundo.
Segundo o que foi publicado na imprensa portuguesa e depois repetido pelos meios de comunicação de todo o mundo a principal tese da polícia é que a menina teria sido morta pelos pais, que depois esconderam o corpo. No entanto, Kate e Gerry McCann denunciaram um desaparecimento.
A imagem da polícia portuguesa e, especialmente, do investigador responsável pelo caso, Gonçalo Amaral, foi prejudicada pelo fato de que as investigações não foram conclusivas.
Por essa razão, ao pedir sua aposentadoria da polícia, na semana passada, Amaral, de 48 anos, afirmou que estaria saindo para poder "se defender".
"Esta é a única forma de recuperar a plenitude da minha liberdade de expressão", afirmou o ex-investigador.
A suposta ineficiência da polícia portuguesa no caso foi atribuída pelo número de argüidos figura jurídica portuguesa que designa as pessoas como provavelmente suspeitas indicados no caso sem provas conclusivas.
Leia mais
- Suspeito no caso Madeleine recebe R$ 1,89 milhão de indenização
- Suspeito de caso Madeleine ganha indenização de US$ 1 mi de jornais
- Polícia portuguesa fecha sem sucesso investigações do caso Madeleine, diz jornal
- Procuradoria de Portugal pede decisão sobre caso Madeleine
- Apesar de arquivamento, McCann continuarão a procurar Madeleine
- Polícia deve arquivar investigação sobre caso Madeleine, diz imprensa
Livraria da Folha
- Conheça 28 recomendações de Frederico Vasconcelos para uma boa reportagem investigativa
- Livro de Elvira Lobato explica a produção de 11 reportagens investigativas publicadas na Folha
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
- Thriller jurídico de Scott Turow traz caso perturbador que intriga advogado criminalista
- Livros mostram como educar filhos e manter crianças e adolescentes fora de perigo
Especial



avalie fechar
Mesmo assim agradeço o espaço...ahhh e só dão tanto enfase nesta historia porque é uma menina do 1º mundo e rica....... porque temos aki no Brasil crianças sendo espancadas e que somem e nem ao menos citam o nome delas.......então gente é muito louvavel o que fazem o que dizem ... mas querem dar um culpado para a garotinha da ingleterra ..... mas antes disso pense nas nossas crianças.. "QUEREM SALVAR O MUNDO, PRIMEIRAMENTE ARRUMEM VOSSOS QUARTOS"
avalie fechar
avalie fechar