Polvos usam dois tentáculos como pernas e seis como braços
da BBC
Um estudo realizado em centros marítimos na Europa sugere que, dos oito tentáculos do polvo, seis são usados como braços e dois como pernas.
Os pesquisadores do centro marítimo de Weymouth, no sudoeste da Inglaterra, analisaram polvos em 20 centros europeus para identificar se os animais tinham preferência pelo uso de algum lado do corpo --direito ou esquerdo-- ou se eram multidestros, ou seja, usavam todos os tentáculos com a mesma habilidade.
| Reprodução |
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| Polvos utilizam dois tentáculos como pernas, concluíram pesquisadores europeus após 2.000 observações |
Os resultados observados pelos pesquisadores sugerem que os polvos usam os dois tentáculos localizados na parte de trás do corpo para se movimentar no fundo do mar e pelas pedras e para impulsionar o corpo quando desejam nadar.
Segundo a pesquisa, os seis outros tentáculos são usados como "braços" para auxiliar na propulsão e para manipular objetos.
Claire Little, que liderou o estudo, explica que os resultados são surpreendentes, já que até agora se pensava que os polvos usavam quatro tentáculos para se movimentar e os outros quatro para se alimentar e manipular objetos.
Visão
Little ressalta ainda que os resultados reforçam a teoria de que o uso dos tentáculos é determinado pela visão dos polvos.
"Os olhos dos polvos são voltados para parte frontal do corpo, portanto, se eles usam a visão para determinar quais os tentáculos que irão movimentar, é de se esperar que a escolha favoreça aqueles que são localizados na linha de visão", afirmou Little.
O estudo identificou ainda que mais da metade dos polvos observados durante a pesquisa não demonstrou preferência pelo uso de um ou outro lado do corpo.
Segundo a pesquisadora, as descobertas das preferências dos polvos podem ajudar no tratamento dos animais.
"Se um desses animais fica doente, podemos lidar com eles de maneira mais eficiente ao entregar comida ou medicamentos na direção que eles preferem", disse.
"Como acontece com qualquer animal, qualquer medida que ajude a reduzir o estresse, ainda que um pouco, pode fazer uma diferença crucial", afirmou Little.
A pesquisa foi realizada com base em 2.000 observações dos animais. Os pesquisadores do centro marítimo de Weymouth planejam realizar uma pesquisa em escala maior para que os resultados possam ser publicados em uma revista científica.
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