Terrorismo ameaça unidade da Índia, diz primeiro-ministro
da BBC
O primeiro-ministro indiano, Manmoham Singh, disse nesta sexta-feira que o terrorismo e o extremismo são os principais desafios para a unidade da Índia.
A afirmação foi feita durante um discurso nas celebrações dos 61 anos de independência do país, no Forte Vermelho, na capital, Nova Déli.
"Terrorismo, extremismo, sectarismo e fundamentalismo se tornaram os principais desafios para a unidade e integridade do nosso país", disse Singh.
O premiê ressaltou ainda que a Índia precisa fortalecer seus serviços de inteligência e forças policiais para lidar com o terrorismo.
De acordo com o correspondente da BBC em Nova Déli, Sanjoy Majumder, centenas de milhares de agentes de segurança foram acionados para evitar a violência durante as comemorações.
Nos últimos meses, o país sofreu uma série de atentados, o que aumentou o nível de preocupação sobre a segurança no evento da independência.
Preocupação
Apesar de ressaltar a ameaça terrorista, a principal preocupação do primeiro-ministro é a crescente onda de violência na região da Caxemira, onde mais de 20 pessoas morreram apenas na última semana.
Nesta parte da região sob administração da Índia, ocorreram os maiores protestos desde a eclosão de uma rebelião separatista, há duas décadas.
"Nesse momento de crise, divergências políticas não nos levaram a lugar nenhum. Eu faço um apelo para que todos os partidos políticos olhem com atenção para os interesses de Jammu e da Caxemira e se unam para encontrar uma solução permanente para os problemas do Estado", afirmou Singh.
O primeiro-ministro disse ainda que o recente ataque à embaixada indiana em Cabul abalou as relações entre a Índia e o Paquistão.
Economia
Essa foi a última vez que Singh fez um discurso como primeiro-ministro durante as comemorações do Dia da Independência da Índia, já que as eleições gerais do país serão dentro de oito meses.
Singh descreveu uma série de medidas elaboradas para melhorar a economia do país. Seu governo está sob pressão depois que a inflação atingiu a maior alta em 13 anos.
"A inflação que estamos vendo nesse ano se deve basicamente a fatores externos", disse o premiê. "Os preços dos alimentos, do combustível e de outras commodities estão aumentando ao redor do mundo e nos mercados globais. Nos países em desenvolvimento, o índice de inflação é o dobro do que o da Índia", afirmou.
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