Rússia diz que retirada está "dentro do prazo"
da BBC
A Rússia afirmou nesta sexta-feira que a retirada das tropas da Geórgia está dentro do cronograma prometido e que não há necessidade de acelerar a operação.
Moscou estabeleceu para a noite desta sexta-feira o objetivo de restringir suas tropas ao que chamou de "zona de segurança" ao redor das Províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia.
A Rússia disse que pretende manter uma "presença permanente" no país, com cerca de 2.000 soldados de uma tropa de missão de paz. A Geórgia afirma que não aceitará nenhuma "anexação" de seu território por parte da Rússia.
No campo diplomático, o Conselho de Segurança da ONU está em um impasse em relação à situação na Geórgia, com os Estados Unidos e a Rússia se enfrentando na rejeição de propostas de resoluções sobre a crise.
O governo americano diz que está preparado para vetar uma resolução russa que busca implementar um plano de cessar-fogo de seis pontos sobre o qual a Rússia e a Geórgia haviam chegado a um acordo.
Já a Rússia confirmou sua oposição a um texto de resolução preparado pela França pedindo a retirada imediata das tropas russas do território georgiano e reafirmando a integridade territorial da Geórgia.
A Rússia rejeita a resolução dizendo que tanto a Ossétia do Sul como a Província de Abkházia querem independência.
Retirada
Há relatos de que as tropas iniciaram a retirada da cidade de Gori e de outras áreas. Mas correspondentes dizem que soldados russos ainda mantêm posições-chave em território georgiano.
Autoridades georgianas disseram à agência France Presse que a retirada estaria completa na tarde desta sexta-feira, horário local.
"A retirada das tropas se iniciou em ritmo para assegurar que estarão dentro da área de responsabilidade do contingente de paz russo até o fim do dia 22 de agosto", disse o vice-chefe do Estado Maior russo, general Anatoly Nogovitsin. "Não vamos corrigir esse plano nem aumentar o ritmo da retirada."
O general disse que as forças russas estão montando postos de checagem na divisa das Províncias da Ossétia do Sul e da Abkházia.
O repórter da BBC Gabriel Gatehouse, que está em um posto a cerca de 35 quilômetros da capital da Geórgia, Tbilisi, disse que três tanques russos e veículos blindados militares continuavam no local. O comandante das tropas disse ao repórter que pretendia deixar a área "em breve".
Mais cedo, o comandante das forças de terra da Rússia, general Vladimir Boldyrev, afirmou que todas as tropas seriam deslocadas da Geórgia para a Ossétia do Sul até o fim de semana, e a maioria dos reforços retornaria à Rússia em dez dias.
O comandante americano na Europa, general John Craddock, disse que a Rússia está levando muito tempo para retirar as tropas, afirmando que "se eles estão se movendo, é a passos de caramujo".
O primeiro dos navios russos da frota do mar Negro, enviado para a costa da Província de Abkházia, retornou à sua base na Ucrânia nesta sexta-feira, sob protestos de manifestantes.
O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, criticou o uso do navio a partir de sua base, mencionando o perigo de que a Ucrânia seja involuntariamente arrastada para um conflito internacional contra sua própria vontade.
"Anexação"
A "zona de segurança" na qual a Rússia pretende manter tropas se estende por 7 km além da fronteira da Ossétia do Sul para dentro da Geórgia --o que o governo georgiano considera inaceitável.
Em uma entrevista à BBC, o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, disse que o envolvimento russo na Ossétia do Sul, Abkházia e Geórgia é um duro recado aos países do ocidente e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
"A Rússia decidiu vencer uma guerra contra a Otan sem disparar um só tiro", afirmou Saakashvili. "Se a Otan não responder de maneira unida, ninguém estará seguro, mesmo que já faça parte da Otan."
Saakashvili disse que seu país não irá aceitar o que chamou de "anexação" de seu território pela Rússia. Entretanto, frisou que o conflito "não é mais uma questão apenas georgiana".
"Trata-se reconsiderar o papel da Otan, o papel das leis e das fronteiras internacionais nesta parte do mundo", afirmou.
O Ministério da Defesa russo decidiu suspender toda cooperação militar com a aliança, depois que o bloco resolveu esfriar suas relações com Moscou, há dois dias.
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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