BBC Brasil
24/08/2008 - 21h41

Democratas buscam união em convenção milionária

BRUNO GARCEZ
da BBC Brasil, em Denver (EUA)

Com ares e custos de uma cerimônia do Oscar, o Partido Democrata dos Estados Unidos dá início hoje a sua convenção, na cidade de Denver.

Os números do evento impressionam. Os custos estimados da convenção são de US$ 40,6 milhões. Um total de 25 mil pessoas se ofereceram como voluntários do evento e cerca de 15 mil jornalistas devem participar da cobertura.

Mas os democratas terão pela frente um desafio muito maior do que o de levar adiante o gigantesco aparato da cerimônia que termina na quinta-feira, com um desfecho inédito na história das convenções: um discurso de Barack Obama em um estádio de futebol americano com capacidade para mais de 75 mil pessoas.

O partido terá de demonstrar união e colocar para trás os mais de 15 meses de uma tensa campanha de disputa das primárias eleitorais, entre a senadora Hillary Clinton e Barack Obama.

Candidatura de Hillary

Para apaziguar os ânimos dos correligionários de Hillary, em um gesto simbólico, ela terá seu nome incluído como candidata na convenção, ainda que, na prática, não seja possível que ela desbanque Obama, cuja candidatura o evento visa ratificar.

Além do gesto formal, Hillary também terá papel de destaque na convenção, discursando na terça-feira. No dia seguinte, é a vez de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, fazer seu pronunciamento.

Mas, apesar dos gestos de boa vontade, ativistas mais aguerridos de Hillary já anunciaram que pretendem promover uma manifestação em protesto contra a maneira como a senadora foi derrotada na disputa.

Até o sábado, muitos ainda acreditavam que Obama pudesse indicar a ex-rival como a candidata a vice-presidente em sua chapa.

Mas a escolha do senador Joe Biden pôs fim às aspirações dos que sonhavam com a chapa Obama-Hillary.

Alguns dos militantes mais próximos a Hillary teriam se ofendido com o fato de que, supostamente, nem ela nem Bill Clinton sequer chegaram a ser consultados sobre o nome do possível candidato a vice.

Mas a própria Hillary procurou colocar de lado o possível mal-estar, louvando as qualidades de Biden e enfatizando que a escolha do vice cabia tão somente a Obama.

Batalha contra McCain

Biden é um veterano de Washington, que chegou ao Senado em 1972, com 29 anos de idade. Ele atualmente preside o Comitê de Relações Exteriores do Senado. E sua escolha foi uma forma de estabelecer um contraste com o currículo menos expressivo de Obama, que ainda está em seu primeiro mandato como senador.

A escolha de Biden também foi uma forma de tentar conter o crescimento da candidatura do rival de Obama, o republicano John McCain, a quem eleitores julgam mais experiente em especial em temas de política internacional.

Nas últimas semanas, pesquisas de opinião pública mostraram que McCain conseguiu reduzir e, segundo algumas projeções até superar, a vantagem de Obama nas sondagens.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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