Democratas buscam união em convenção milionária
BRUNO GARCEZ
da BBC Brasil, em Denver (EUA)
Com ares e custos de uma cerimônia do Oscar, o Partido Democrata dos Estados Unidos dá início hoje a sua convenção, na cidade de Denver.
Os números do evento impressionam. Os custos estimados da convenção são de US$ 40,6 milhões. Um total de 25 mil pessoas se ofereceram como voluntários do evento e cerca de 15 mil jornalistas devem participar da cobertura.
Mas os democratas terão pela frente um desafio muito maior do que o de levar adiante o gigantesco aparato da cerimônia que termina na quinta-feira, com um desfecho inédito na história das convenções: um discurso de Barack Obama em um estádio de futebol americano com capacidade para mais de 75 mil pessoas.
O partido terá de demonstrar união e colocar para trás os mais de 15 meses de uma tensa campanha de disputa das primárias eleitorais, entre a senadora Hillary Clinton e Barack Obama.
Candidatura de Hillary
Para apaziguar os ânimos dos correligionários de Hillary, em um gesto simbólico, ela terá seu nome incluído como candidata na convenção, ainda que, na prática, não seja possível que ela desbanque Obama, cuja candidatura o evento visa ratificar.
Além do gesto formal, Hillary também terá papel de destaque na convenção, discursando na terça-feira. No dia seguinte, é a vez de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, fazer seu pronunciamento.
Mas, apesar dos gestos de boa vontade, ativistas mais aguerridos de Hillary já anunciaram que pretendem promover uma manifestação em protesto contra a maneira como a senadora foi derrotada na disputa.
Até o sábado, muitos ainda acreditavam que Obama pudesse indicar a ex-rival como a candidata a vice-presidente em sua chapa.
Mas a escolha do senador Joe Biden pôs fim às aspirações dos que sonhavam com a chapa Obama-Hillary.
Alguns dos militantes mais próximos a Hillary teriam se ofendido com o fato de que, supostamente, nem ela nem Bill Clinton sequer chegaram a ser consultados sobre o nome do possível candidato a vice.
Mas a própria Hillary procurou colocar de lado o possível mal-estar, louvando as qualidades de Biden e enfatizando que a escolha do vice cabia tão somente a Obama.
Batalha contra McCain
Biden é um veterano de Washington, que chegou ao Senado em 1972, com 29 anos de idade. Ele atualmente preside o Comitê de Relações Exteriores do Senado. E sua escolha foi uma forma de estabelecer um contraste com o currículo menos expressivo de Obama, que ainda está em seu primeiro mandato como senador.
A escolha de Biden também foi uma forma de tentar conter o crescimento da candidatura do rival de Obama, o republicano John McCain, a quem eleitores julgam mais experiente em especial em temas de política internacional.
Nas últimas semanas, pesquisas de opinião pública mostraram que McCain conseguiu reduzir e, segundo algumas projeções até superar, a vantagem de Obama nas sondagens.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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