BBC Brasil
27/08/2008 - 07h48

Delegada brasileira de Hillary se empolga com Obama

BRUNO GARCEZ
da BBC, em Denver

Na manhã de terça-feira, um grupo de militantes linha dura da senadora Hillary Clinton realizou uma manifestação próximo ao centro de convenções Pepsi Center, onde está sendo realizada a Convenção Democrata que vai confirmar o nome do candidato do partido às eleições presidenciais de novembro.

Mas a delegada Claudia Cody, 44, uma brasileira do Rio de Janeiro e devota correligionária de Hillary, não quis nem passar perto ou tomar conhecimento do evento.

"A Hillary falou no cáucus latino, para nós, delegados, que os democratas são uma família unida. E nós vamos eleger o próximo presidente dos Estados Unidos, senador Obama, um democrata", disse a carioca, que está há quase 20 anos nos Estados Unidos, é casada com um americano e tem três filhos.

Cody representa o Estado de Minnesota e é professora de desenvolvimento econômico na universidade estadual local, além de ser uma executiva da indústria imobiliária.

"Sou provavelmente a primeira delegada brasileira-americana. Cheguei aqui trabalhando muito duro. Participando de muitos rallies (comícios), colocando muita gente junta discutindo os issues (temas) e fazendo a galera ficar animada", conta.

Apesar de já misturar português e inglês, Cody chegou à convenção de uma forma bem brasileira.

Como cabe aos delegados custear as sua própria ida à convenção, ela recorreu a eventos de arrecadação regados ao pagode do grupo Batucada do Norte, conjunto formado por brasileiros radicados em Minneapolis.

Com Hillary fora do páreo, Claudia abraçou por completo a candidatura de Obama. "Ele representa sucesso, mudança, união e esperança para nosso povo."

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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