Paquistão diz que quase capturou braço direito de Bin Laden
da BBC
As tropas paquistanesas estiveram perto de capturar o homem considerado o número 2 da rede terrorista Al Qaeda, Ayman al Zawahiri, mas deixaram escapar a oportunidade, afirmou nesta terça-feira um porta-voz do Ministério do Interior paquistanês.
O principal conselheiro do órgão, Rehman Malik, informou que operações foram realizadas na área tribal de Mohmand, próxima à fronteira com o Afeganistão, depois que a mulher de Al Zawahiri foi vista na área.
"Tivemos informação de que a mulher de Zawahiri estava na área tribal de Mohmand. Realizamos batidas e os rastros estavam lá", disse Malik, em uma entrevista coletiva em Islamabad.
Entretanto, ele disse, as tropas não encontraram o casal. "Certamente tínhamos rastros em um lugar, mas perdemos a chance. Ele está se movimentando em Mohmand e (na Província afegã de) Kunar, principalmente (nas Províncias afegãs de) em Kunar e Patkia", disse.
Malik não revelou quando o episódio ocorreu.
Bastião da Al Qaeda
Autoridades paquistanesas e ocidentais dizem que as áreas tribais no noroeste do Paquistão são redutos de militantes islâmicos. Nas últimas semanas, tropas paquistanesas realizaram operações contra bases militantes em Mohmand e Bajaur, na fronteira com a Província afegã de Kunar.
A região é apontada como o mais provável local de esconderijo para líderes da rede Al Qaeda, incluindo o próprio Al Zawahiri e Osama bin Laden, desaparecidos desde os ataques às Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001.
Al Zawahiri, um dos fundadores do grupo militante egípcio Jihad Islâmico, é considerado o braço direito de Bin Laden e o "cérebro" por detrás dos atentados contra os Estados Unidos. Em 2006 ele conseguiu escapar de um ataque a míssil de tropas americanas com o objetivo de eliminá-lo.
O porta-voz do Ministério paquistanês do Interior disse ainda que existem fortes indícios de que a organização de grupos militantes paquistanesas, Tehrik-e Taleban Pakistan (TTP), é "uma extensão da Al Qaeda".
Malik afirmou que, mesmo com a movimentação de grupos militantes na fronteira paquistanesa-afegã, o governo decidiu em princípio suspender por um mês as operações militares na região, para permitir que os deslocados pelos confrontos possam comemorar o mês sagrado do Ramadã.
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