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Soldados dos EUA no Iraque são acusados de maus tratos
ADAM BROOKESda BBC Brasil, em Washington
Onze soldados americanos que servem no Iraque foram indiciados por maus tratos de prisioneiros supostamente ocorridos durante operações em Bagdá, informou o Exército.
Os militares são baseados na Califórnia e pertencem a uma batalhão da Guarda Nacional, da Divisão da Infantaria 184. Eles estavam na sua primeira missão no Iraque.
Segundo o Exército, as acusações se referem a relatos de que os soldados teriam agredido um suspeito durante uma operação militar na região de Bagdá, e não dentro de uma prisão ou instalação militar.
Não foram divulgados mais detalhes dos supostos abusos, mas uma versão publicana no jornal "Los Angeles Times" diz que os acusados teriam dado choques elétricos no suspeito.
Ainda de acordo com o diário, membros da unidade já estavam sendo investigados por supostamente extorquir dinheiro de proprietários de loja em troca de proteção dos insurgentes.
Uma fonte militar disse à BBC que audiências sobre o caso já estão sendo realizadas em Bagdá e que elas vão determinar se os soldados devem ir a uma corte marcial.
As acusações reveladas nesta quarta-feira se somam a uma série que veio à tona desde o escândalo de abuso de prisioneiros sob custódia dos Estados Unidos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
Os americanos não são os únicos acusados de maltratar prisioneiros. O correspondente da BBC em Bagdá, Richard Galpin, informa que a polícia iraquiana também está sendo acusada de abusos e tortura "sistemáticos" de presos e de matanças extrajudiciais. A minoria sunita, em particular, diz estar sofrendo abusos nas mãos da polícia dominada pelos xiitas.
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