BBC Brasil
27/09/2008 - 13h12

Lula será "um amigo de Obama em temas globais", diz democrata

BRUNO GARCEZ
da BBC Brasil, em Oxford (Mississippi)

O governador democrata do Estado do Novo México, Bill Richardson, diz acreditar que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é "uma importante figura internacional" e será "um grande amigo do senador [Barack] Obama em temas globais", caso o democrata chegue à Casa Branca.

Richardson, o único hispânico a participar da disputa das primárias pelo Partido Democrata, conversou com a BBC Brasil na sexta-feira (26), pouco antes do primeiro debate entre os dois candidatos presidenciais, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

O governador nasceu na Califórnia e é filho de pais mexicanos. Ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, Richardson fez de sua experiência em política internacional um dos trunfos de sua campanha durante as primárias. O líder do Novo México passeava pelo campus da Universidade de Mississippi, juntamente com o assessor horas antes do debate.

Ao ser abordado, Richardson sorriu e disse: "Brasil, Pelé!", quando viu o microfone da BBC Brasil. De acordo com o governador, os democratas querem mudar a política dos Estados Unidos em relação à América Latina.

''Queremos dar mais atenção a Brasil, Argentina e Chile. Queremos ter uma boa relação de cooperação com o Brasil''. ''Precisamos mandar a mensagem de que a América Latina é importante. Mas o governo Bush não presta atenção à América Latina.''

Entre as medidas que Richardson julga necessárias para não alienar os aliados latino-americanos dos Estados Unidos está promover uma reforma imigratória.

Os EUA promoveram um longo debate sobre o tema, mas o projeto de reforma imigratória defendido, por sinal, pelo candidato John McCain e pelo senador democrata Edward Kennedy acabou não sendo aprovado. O governador chega até a dizer que os democratas estariam dispostos a pôr fim ao embargo contra Cuba, um tema-tabu na política americana.

"Sim, mas em troca, Cuba teria que adotar algumas reformas democráticas."

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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