BBC Brasil
07/10/2008 - 08h55

Reino Unido "já está em recessão", diz Câmara de Comércio

da BBC Brasil

O Reino Unido já está em uma recessão, que se agrava e pode elevar o número de desempregados em 350 mil até o ano que vem, advertiu a BCC (Câmara Britânica do Comércio, em inglês), que representa empresas de pequeno e médio porte no país.

Uma pesquisa trimestral realizada entre cinco mil empresas revelou que a confiança se desintegrou tanto no setor manufatureiro quanto no de serviços.

As empresas pediram medidas urgentes do governo e do Banco da Inglaterra (banco central do país) para estimular a economia, como uma redução na taxa de juros.

Tecnicamente, o Reino Unido ainda não está em recessão, que é definida como dois trimestres consecutivos de crescimento econômico negativo.

Mas a BCC qualificou os resultados da pesquisa como "excepcionalmente ruins" e disse que a economia está sob "imensa pressão" pelo segundo trimestre seguido.

O desemprego deve crescer nos próximos dois anos, indicou ainda o estudo.

A BCC acredita que o número de pessoas sem emprego vai aumentar entre 300 mil e 350 mil dentro de um ou dois anos, o que pode elevar o total de desempregados no país para mais de dois milhões.

Juros

O diretor-geral da BCC, David Frost, disse que o momento econômico "é difícil", mas é necessário manter a idéia de proporção. "Várias partes da comunidade empresarial continuam a ter um bom desempenho. O governo precisa dizer que os impostos para as empresas serão reduzidos.".

"O Banco da Inglaterra precisa reduzir as taxas de juros imediatamente e os políticos precisam apoiar nossas empresas nestes tempos de desafios."

O analista econômico da BBC, Nils Blythe, disse que a idéia de uma redução nos juros agora tem o apoio da maioria dos economistas no centro financeiro de Londres, apesar de a inflação ainda estar subindo.

A pesquisa da BCC é divulgada um dia depois que o índice da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE, fechou com queda de 7,85%.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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