BBC Brasil
07/10/2008 - 19h51

McCain e Obama se enfrentam em "debate interativo"

BRUNO GARCEZ
da BBC Brasil, em Washington

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o senador democrata Barack Obama e o senador republicano John McCain, se enfrentam nesta terça-feira à noite naquele que promete ser o mais imprevisível debate da campanha presidencial americana.

O debate segue o formato ''town hall meeting'' (em tradução literal, "um encontro na prefeitura"), uma expressão para designar um debate com a participação da platéia.

Os candidatos responderão a perguntas dos presentes ao auditório da Belmont University, em Nashville, no Estado do Tennessee, sobre temas de política nacional e externa.

O embate entre os dois candidatos ocorre a quatro semanas da eleição, que acontece no dia 4 de novembro, e em meio a uma das piores crises econômicas na história dos Estados Unidos.

As pesquisas mais recentes mostram que a crise atual está favorecendo Barack Obama, já que muitos eleitores associam John McCain às políticas econômicas adotadas pelo presidente George W. Bush.

Mas o formato de debate com participação da platéia é muito apreciado por John McCain, que chegou a convidar Obama para realizar uma série de encontros nesse estilo.

A proposta acabou não sendo levada adiante devido a discordâncias entre as campanhas dos dois candidatos sobre o número de embates que seriam realizados e detalhes sobre o formato dos encontros.

Pesquisas

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo jornal Washington Post e a rede ABC mostra que uma intenção de voto de 51% em favor de Barack Obama. John McCain teve 45% das intenções.

Na segunda-feira, uma sondagem da rede de TV CNN apontou que Obama está conseguindo aumentar sua vantagem sobre McCain. Segundo a pesquisa, 53% dos eleitores disseram que votarão em Obama, contra 45% que afirmaram apoiar o republicano.

A vantagem de 8 pontos percentuais é o dobro do que Obama tinha em meados de setembro, de acordo com a mesma pesquisa.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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