BBC Brasil
11/10/2008 - 20h53

Bush surpreende e participa de reunião do G20 sobre a crise

BRUNO GARCEZ
da BBC Brasil, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez uma inesperada participação neste sábado na reunião do G20 financeiro, o bloco que reúne as principais economias do planeta.

O encontro, realizado na sede do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Washington, deveria contar apenas com ministros das Finanças dos países do bloco, entre eles o ministro da Fazenda Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Durante a reunião, Bush, que nunca antes havia participado de um encontro do G20, se sentou ao lado de Mantega. O Brasil atualmente exerce a presidência do grupo.

A presença inesperada do líder americano no encontro reforçou a gravidade que Bush atribui à crise financeira global.

G7

Pela manhã, Bush já havia recebido os ministros do G7 na Casa Branca, em outro encontro decidido com pouca antecedência.

A reunião que teve a participação de ministros do Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá contou ainda com a presença dos líderes do FMI e do Banco Mundial.

Após o encontro do G7, Bush defendeu a necessidade de se encontrar uma solução coordenada para conter os efeitos da turbulência financeira.

"Em um mundo interconectado, nenhuma nação sai ganhando ao prejudicar outra. Estamos juntos nisso. E vamos superar isso juntos. Houve momentos de crise no passado em que nações poderosas voltaram suas energias uma contra as outras ou procuraram se isolar do mundo. Desta vez é diferente", afirmou.

Foi o vigésimo pronunciamento de Bush relativo à economia americana em apenas 23 dias.

Os comentários de Bush, no entanto, bem como as ações do governo americano --como a de aprovar um pacote de US$ 700 bilhões para resgatar a combalida economia do país-- vêm falhando no intento de acalmar os mercados financeiros mundiais, que seguem tendo quedas recorde.

Ainda neste sábado, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, também advertiu para a gravidade da turbulência financeira.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
avalie fechar
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4392)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca