BBC Brasil
14/10/2008 - 14h50

Um dia após Obama, McCain propõe plano contra crise econômica

da BBC

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, apresentou nesta terça-feira um novo plano de US$ 52,4 bilhões contra a crise econômica.

O pacote a ser implementado caso McCain vença as eleições é baseado em cortes de impostos, com o objetivo principal de aumentar a renda de aposentadoria de pessoas atingidas pelas quedas nas bolsas de valores.

AP/Reuters
John McCain/Barack Obama
Eleitores dizem não confiar nem no republicano John McCain (esq.) nem no democrata Barack Obama para solucionar a grave crise

Em comício no Estado da Pensilvânia, o candidato republicano disse que medidas urgentes são necessárias para enfrentar a crise econômica nos EUA.

Segundo assessores do senador republicano, o plano de McCain se concentra "naqueles mais duramente afetados: trabalhadores, proprietários de imóveis, poupadores e idosos".

McCain também reforçou sua proposta anterior, segundo a qual o governo federal compraria hipotecas com problemas e as relançaria com encargos menores para os proprietários de imóveis.

Obama

O candidato republicano tenta alcançar o adversário democrata, Barack Obama, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Na segunda-feira (13), Obama também anunciou um pacote que classificou como "um plano econômico de resgate da classe média".

O senador por Illinois anunciou uma série de medidas caso seja eleito presidente, incluindo isenções em impostos para empresas que criem empregos e moratória na execução de dívidas imobiliárias.

Obama também se comprometeu a permitir que as pessoas retirem 15% (ou US$ 10 mil) de seus planos de pensão sem taxas e a criar um fundo federal para empréstimos para governos estaduais e municipais.

Uma pesquisa do jornal "Washington Post" e da rede de televisão ABC divulgada na segunda-feira dá ao candidato democrata 53% das intenções de voto, contra 43% para McCain.

Entre os eleitores que consideram a economia a principal preocupação, 62% preferem Obama, e 33% McCain, segundo a sondagem.

Apesar da vantagem de Obama nas pesquisas, McCain disse que ainda é cedo para descartá-lo como vencedor das eleições.

"Estamos seis pontos abaixo (de Obama)", disse o candidato republicano em um comício no Estado da Virgínia, na segunda-feira. "A imprensa nacional nos descartou, mas esqueceram de deixar que vocês decidam."

O candidato republicano criticou as políticas econômicas do governo de George W. Bush. "Não podemos passar os próximos quatro anos como fizemos com a maior parte dos últimos oito: esperando que a nossa sorte mude", afirmou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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