Cúpula da UE discute ação coordenada contra crise
MÁRCIA BIZZOTO
da BBC Brasil, em Bruxelas
A União Européia (UE) deve estender a todos seus 27 países membros o plano de ajuda financeira adotado no domingo passado, em Paris, pelos países que utilizam o euro como moeda oficial.
O tema domina a agenda de uma cúpula que os governantes do bloco realizam nesta quarta e quinta-feira em Bruxelas.
Seguindo a estratégia adotada pelos quinze países que formam o chamado Eurogrupo --que exclui, por exemplo, o Reino Unido, a Suécia e a Dinamarca-- agora a UE como um todo deve se comprometer a "atuar de forma coordenada e global para proteger o sistema financeiro e os depositantes", de acordo com o projeto de conclusão, ao qual a BBC Brasil teve acesso.
O documento também reitera o compromisso de adotar "todas as medidas necessárias, em todas as circunstâncias, para preservar a estabilidade do sistema financeiro e garantir a proteção dos depósitos".
Entretanto, não faz referência explícita a garantias para empréstimos interbancários ou injeções de dinheiro público para recapitalizar instituições em perigo, as bases do plano do Eurogrupo, que o presidente da Comissão Européia (o órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, espera que sejam aceitas pelos outros doze países do bloco.
"Esse é um programa detalhado para a zona euro e para a UE em geral. É um programa para sentar as bases da recuperação e da sustentabilidade futura", disse Barroso em entrevista coletiva na véspera da cúpula européia.
Ao mesmo tempo, o projeto de conclusão elaborado pela Presidência européia rotativa, em mãos do governo francês, insiste na necessidade de negociar com outros países uma reforma "real e completa" do sistema financeiro internacional, "fundada nos princípios da transparência, solidez bancária, responsabilidade, integridade e governança mundial".
Por sua parte a comissão apresentará uma proposta legislativa para harmonizar as regras nacionais de garantias para depósitos bancários, depois que o bloco decidiu, na semana passada, ampliar para 50 mil euros a garantia mínima que cada país deve oferecer.
Imigração, Rússia e meio ambiente
Apesar de o agravamento da crise financeira ter colocado em segundo plano os demais temas previstos para a reunião, os líderes europeus terão que encontrar tempo também para assinar o Pacto para a Imigração.
Esse é o último passo pendente para que entre em vigor o acordo político pelo qual os 27 países se comprometem a seguir determinados princípios comuns na elaboração de suas leis para essa área.
Segundo o documento de conclusão da cúpula, as iniciativas incluídas no pacto deverão ser colocadas em prática imediatamente. Entre elas está o compromisso de todos os países de não realizar regularizações massivas de imigrantes ilegais e criar mecanismos de incentivo ao retorno voluntário.
A agenda da reunião de dois dias ainda inclui um debate sobre a conveniência de retomar as negociações com Rússia para o estabelecimento de um novo acordo de associação, importante para o abastecimento energético da UE.
Os europeus decidiram suspender o diálogo em 1 de setembro, em represália às ações militares de Moscou em território da Geórgia, e condicionaram a volta à retirada das tropas russas às posições anteriores ao início do conflito.
Na sexta-feira passada, o alto representante da UE, Javier Solana, confirmou que Rússia teria concluído a retirada, mas os países bálticos, com apoio da Reino Unido, discordam dessa avaliação.
Além disso, a Presidência francesa insiste em não deixar de fora um novo debate sobre o plano europeu para combater o aquecimento global, que inclui reduzir em 20% as emissões de gases que causam o efeito estufa até 2020.
Por causa da crise financeira, há temores de que alguns países queiram suavizar as metas com as quais já haviam concordado, mas o projeto de conclusão inclui uma linha que expressa a "determinação (da UE) de cumprir os ambiciosos compromissos que assumiu em matéria de política climática e energética".
Barroso prometeu que as indústrias européias não terão que pagar sozinhas a fatura das adaptações necessárias para que o plano seja respeitado e pediu "ética" e "responsabilidade" aos governantes dos 27.
"Entendo que os países agora queiram se proteger dos efeitos da crise, mas não podemos nos esquecer da ameaça global de mudança no planeta. A crise financeira não reduziu os riscos da mudança climática", afirmou também na véspera da cúpula.
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
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