Britânico pega perpétua por matar ex-mulher que mudou perfil no Facebook
da BBC Brasil
Um homem foi condenado à prisão perpétua no Reino Unido por esfaquear a ex-mulher até a morte devido a uma mudança que ela fez em sua página no site de relacionamentos Facebook.
Wayne Forrester, 34, disse à polícia que ficou arrasado quando descobriu que sua ex-mulher, Emma, 34, tinha mudado seu perfil para "solteira" dias depois de ele ter saído de casa.
Forrester foi então até a casa de Emma, no sul de Londres, e a atacou enquanto ela dormia com uma faca de cozinha e um cutelo, no dia 18 de fevereiro de 2008.
A mãe de dois filhos foi espancada, teve partes de seu cabelo arrancadas e esfaqueada no rosto e pescoço. Os vizinhos foram acordados pelos gritos, encontraram Forrester sentado do lado de fora da casa, coberto de sangue, e chamaram a polícia.
O acusado, que é motorista, estava sob efeito de bebidas alcoólicas e cocaína quando atacou Emma.
Forrester se declarou culpado do crime e a Justiça britânica determinou que o período mínimo a ser cumprido por ele é de 14 anos.
"Você cometeu um ato terrível. Não há desculpa ou justificativa possível. Este foi um assassinato trágico e o que você fez causou um tormento enorme", disse o juiz Brian Barker ao acusado.
Suspeita
Wayne e Emma Forrester estavam casados há 15 anos e tinham uma relação considerada "instável". Segundo depoimentos durante o julgamento, Forrester pensou que sua mulher estava tendo um caso e a ameaçou de morte.
Um dia antes do assassinato, Forrester ligou para os pais de Emma reclamando sobre a mudança na página do Facebook.
Em uma declaração à polícia, o acusado disse: "Emma e eu tínhamos acabado de nos separar. Ela me expulsou (de casa)".
"Então ela colocou mensagens em uma página na internet falando para todo mundo que tinha me deixado e que estava tentando encontrar outro homem."
"Eu amava Emma e me senti totalmente arrasado e humilhado com o que ela tinha feito comigo", acrescentou Forrester.
A irmã de Emma, Liza Rothery afirmou que o assassinato teve um impacto "arrasador" nela e em seus pais, Frances e Robert.
"O que Emma poderia ter feito para resultar em um ataque tão brutal e insensível contra uma mulher indefesa?", declarou Rothery.
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