BBC Brasil
21/10/2008 - 01h16

Obama suspende campanha para visitar avó doente

da BBC Brasil

O candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, vai suspender sua campanha temporariamente esta semana para visitar sua avó que está doente, no Havaí, segundo sua assessoria de campanha.

O anúncio foi divulgado depois de Obama ter feito campanha no Estado da Flórida, onde participou de um comício junto com sua antiga rival nas primárias democratas, a senadora Hillary Clinton.

A campanha de Obama afirmou que o candidato deve deixar campanha na quinta-feira para visitar sua avó materna de 85 anos, Madelyn Dunham.

Ele cancelou eventos em Des Moines, Iowa, e Madison, Wisconsin, para a visita. Segundo seu assessor, Jen Psaki, ele deve voltar à campanha no sábado, em um local ainda não decidido.

O estado de saúde da senhora Dunham, que ajudou a criar o neto, não está claro, mas o assessor da campanha Robert Gibbs afirmou que sua saúde se deteriorou nas últimas semanas.

"A avó do senador Obama sempre foi uma das pessoas mais importantes de sua vida", afirmou Gibbs em um comunicado.

AP
Obama e McCain aumentam ataques, na reta final das eleições
Obama e McCain aumentam ataques, na reta final das eleições

"Junto com a mãe dele e seu avô, ela o criou no Havaí desde o momento em que ele nasceu até quando foi para a faculdade".

Encontro com Hillary

Obama passou a segunda-feira na Flórida, um dos chamados "Estados indecisos" e acusou seu rival, o republicano John McCain, de fazer uma "campanha suja".

Mais uma vez, ele focou a campanha em economia e na classe média que foi atingida pela crise imobiliária e pelo desaquecimento econômico.

"Nós testamos o jeito de McCain. Nós testamos o jeito de Bush. Não funcionou. Está na hora de algo novo".

Obama também defendeu que sejam evitados os despejos dos donos de imóveis com dificuldades de pagar suas hipotecas.

No comício, Hillary Clinton pediu a uma platéia de 50 mil pessoas que "selem um acordo com Obama".

"Mandar os republicanos para resolverem a crise em Washington é a mesma coisa que mandar um boi para limpar o quarto de porcelanas", disse ela.

Jim Young /Reuters
Obama e Hillary Clinton participam de comício em Orlando, no Estado da Flórida, ontem
Obama e Hillary Clinton participam de comício em Orlando, no Estado da Flórida, ontem

Esta foi a primeira vez que os dois aparecem juntos em público desde julho.

Dividir a riqueza

Já o rival de Obama, o republicano John McCain, em campanha no Missouri, criticou as propostas econômicas do democrata e prometeu levar o país em uma nova direção.

"Depois de meses de discurso de campanha, nós finalmente descobrimos que Obama quer: espalhar a riqueza", disse McCain, que acusa o democrata de querer aumentar os impostos.

"Se eu for eleito não aumentarei impostos para pequenos negócios. O senador Obama vai aumentar e vai obrigá-los a cortar empregos".

McCain também afirmou que vai combater a crise imobiliária "comprando as hipotecas podres e financiando-as" para "realizar o sonho americano e manter as pessoas em suas casas".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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