BBC Brasil
22/10/2008 - 04h52

Candidatos à Casa Branca focam campanha em economia

da BBC Brasil

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos trocaram mais uma vez, nesta terça-feira, acusações sobre seus programas econômicos enquanto faziam campanha em Estados-chave para as eleições de 4 de novembro.

Em campanha na Flórida, o democrata Barack Obama lançou ataques contra seu rival, o republicano John McCain, que o acusa de querer adotar políticas fiscais que ele classifica como "socialistas".

Respondendo a uma acusação de McCain, Obama negou ter atacado Joe Wurzelbacher, um encanador de Ohio que foi citado pelo republicano no último debate como um exemplo de um americano médio que seria prejudicado por um aumento de impostos do democrata.

"Eu não sinto nada a não ser amor por Joe, o encanador. E é por isso que eu quero dar a ele um corte de impostos", afirmou.

Antes, Obama encontrou os governadores de Ohio, Michigan, Colorado e do Novo México para discutir as suas propostas para a criação de empregos e para a economia.

Exceto por Michigan, todos estes Estados deram vitória ao republicano George W. Bush nas eleições de 2004.

Antes de começar a discussão, Obama falou para a platéia de empresários que McCain representa uma continuidade de todas as "políticas falidas de Bush".

Obama está fazendo uma campanha intensa na Flórida, onde as pesquisas de opinião apontam que ele e McCain estão muito próximos.

Nesta quarta-feira, o democrata faz campanha na Virgínia e em Indiana, dois Estados tradicionalmente republicanos.

A partir de quinta-feira, Obama faz uma pausa em seus compromissos de campanha para visitar sua avó de 85, que está doente no Havaí.

Segundo o correspondente da BBC na América do Norte, Justin Webb, apesar da vantagem do democrata nas pesquisas, sua ausência nestes dois dias está deixando parte de sua equipe de campanha nervosa.

Segundo ele, Obama não está suficientemente à frente de McCain para ter a vitória garantida.

Para visitar a avó, Obama cancelou eventos de campanha em Wisconsin e Ohio na quinta e na sexta-feira.

Segundo o assessor de campanha do democrata, Jen Psaki, a mulher de Obama, Michelle, vai substituir o marido em eventos em Ohio na sexta-feira. Obama deve voltar à campanha no sábado.

"Eu sou o candidato"

Em campanha na Pensilvânia, onde Obama lidera nas pesquisas por uma margem ampla, o republicano John McCain mais uma vez acusou o democrata de planejar aumentar impostos.

Ele também questionou o preparo do rival para assumir a Presidência. Antes, McCain negou que a crise econômica esteja prejudicando sua campanha. "Isto não é verdade", disse.

"Estamos focando em economia. Ouçam, eu sou o candidato e esta campanha é sobre economia", disse em entrevista à CBS.

Seus comentários foram uma resposta a notícias de que seus assessores teriam o orientado a tentar mudar o foco da campanha para fora da economia no início do mês.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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