BBC Brasil
24/10/2008 - 07h52

Opep vai cortar produção de petróleo em 1,5 milhão de barris

da BBC Brasil

Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciaram nesta sexta-feira em Viena que vão cortar a produção em 1,5 milhão de barris por dia, para tentar reverter a queda dos preços internacionais.

A reunião de emergência, originalmente planejada para novembro, foi convocada devido a preocupações crescentes com o impacto da crise financeira no mercado de petróleo.

Os preços do petróleo atingiram o nível mais baixo em 16 meses devido à crise. Na quinta-feira, os preços recuperaram-se levemente, com a expectativa de corte na produção da Opep.

O preço recorde do barril foi registrado em julho deste ano: US$ 147 por barril de US light crude. Desde então, os preços caíram muito. Na quinta-feira, o preço do barril subiu US$ 1,60, atingindo US$ 70.

Divisão

Doze dos integrantes da Opep queriam reduzir a produção para fazer os preços subirem. A Venezuela defendia que a produção fosse cortada em um milhão de barris por dia - ou 3% da produção total da Opep. O Irã queria cortar o dobro disso.

O setor público do Irã depende quase totalmente das exportações. Alguns cálculos apontam que o Irã perde US$ 1 bilhão de receita por ano para cada dólar reduzido do preço do barril de petróleo.

Já a Arábia Saudita foi contra a redução. O ministro do Petróleo do país, Ali al-Naimi, disse na quinta-feira que o preço deveria ser determinado pelo mercado.

A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo da Opep. Uma das preocupações do país, segundo o correspondente de economia da BBC Andrew Walker, é evitar que países compradores procurem alternativas energéticas, no caso de o preço do petróleo subir demais.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. sem opinião
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O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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