BBC Brasil
28/10/2008 - 03h39

Países da AL e do Caribe devem crescer cerca de 3% em 2009, diz Cepal

da BBC Brasil

A crise econômica internacional deve fazer com que os países da América Latina e do Caribe cresçam no máximo cerca 3% em 2009, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), um órgão ligado à ONU.

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De acordo com o relatório de 254 páginas, intitulado Panorama da Inserção Internacional da América Latina e do Caribe, a crise financeira vai fazer com que o continente tenha seu comércio internacional afetado e assista a uma fuga de investimentos.

A situação deve fazer com que a região cresça algo em torno de 3% em 2009. Apesar da deterioração da situação externa, a Comissão prevê que em 2008 a região cresça cerca de 4,5%, número próximo da média de 5% apresentada entre 2003-2007.

O ano de 2009, segundo a Cepal, deve ser caracterizado também por menor financiamento externo aos países da região, além de maiores taxas de juros, inflação e desemprego.

Segundo o relatório, a desaceleração econômica nos Estados Unidos também fará com que os trabalhadores imigrantes diminuam as remessas que enviam para seus países de origem, comprometendo principalmente países que dependem mais deste dinheiro, como o México, países da América Central e do Caribe.

Segundo a Cepal, neste contexto, é importante que os países da região mantenham a estabilidade econômica promovendo a solidez do sistema financeiro, reduzindo a pressão inflacionária e preservando o equilíbrio fiscal. Estas medidas, segundo o documento, devem ser complementadas com estímulos ao crescimento.

A médio prazo, segundo a Cepal, é importante que os países da América Latina estimulem a diversificação das exportações e promovam parcerias público-privadas para melhorar a competitividade.

Efeitos diferentes

A Comissão ainda afirma que a crise deve afetar cada um dos países da região de maneira diferente.

"Ainda que 2009 seja uma ano mais restritivo para todas as economias da América Latina e do Caribe, a magnitude de tais restrições varia em cada caso, de acordo com as características próprias de cada economia".

O documento diz que o impacto da crise dependerá de oito variáveis: a solvência do sistema financeiro; se o país é credor ou devedor internacional; a sustentabilidade das suas contas e o nível da dívida pública; os níveis de inflação e perspectivas inflacionárias; o saldo em conta corrente da balança de pagamentos; a importância das remessas e do investimento externo direto como mecanismos de financiamento da conta corrente; o grau de diversificação das exportações e o caráter de exportador ou importador líquido de alimentos e energia.

"De qualquer forma, além das diferenças nacionais, o cenário global recomenda austeridade fiscal, flexibilidade cambial e vigilância com prudência do desempenho do sistema financeiro, para assegurar sua liquidez e a solidez das operações em termos de prazos, moedas e tipos de risco", diz o relatório.

Exportações

O texto adverte que, durante a crise global, a região como um todo vai sofrer por causa da diminuição dos investimentos diretos, das remessas e da demanda por matérias-primas.

"Em 2009, as exportações podem deixar de ser um fator de riqueza para a região", diz a Cepal.

"Esta mudança drástica no cenário externo vai ter conseqüências negativas no crescimento e nível de emprego da região e, assim, na evolução da pobreza na América Latina e no Caribe."

Por outro lado, o relatório elogia medidas tomadas por países da região para deter os efeitos da crise.

"A maioria dos países emergentes está melhor preparados do que estiveram em casos anteriores para resistir a golpes externos devido a suas amplas reservas externas, contas fiscais em ordem e menores dívidas externas."

Comentários dos leitores
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
Manda esses gringos incompetentes virem até aqui para fazer um estágio conosco. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
A respeito da união das montadoras, precesso de integração, e trocas de técnologias, ganhos de escala. No mercado brasileiro, recebem redução de encargos tributários (o ideal é todos os brasileiros e empresas receberem redução de todos tipos de impostos), estão tendo ganho de escala, diferentemente aos seus paises de origem onde enfrentam reduçao geral de produção e vendas. Mas o brasileiro ainda não teve qualquer noticia a respeito de possivel de redução dos preços. O Brasil os esta ajudando a sairem da crise que se meteram. Ganhos e vantagens só para eles. ..... sem opinião
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Meu caro Jose Vitor.
Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
9 opiniões
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