BBC Brasil
29/10/2008 - 03h46

Hungria recebe pacote de US$ 25 bi para conter a crise

da BBC Brasil

A Hungria vai receber US$ 25 bilhões do FMI (Fundo Monetário Internacional), do Bird (Banco Mundial) e da União Européia para tentar conter os efeitos da crise internacional em sua economia.

O acordo segue medidas similares tomadas pelo FMI para ajudar as economias da Ucrânia e da Islândia.
O pacote, que inclui US$ 16 bilhões do FMI, US$ 8 bilhões da União Européia e mais US$ 1 bilhão do Banco Mundial, é maior que os fundos de US$ 16,5 bilhões oferecido à Ucrânia no ultimo domingo.

Segundo o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, o pacote foi designado para "restaurar a confiança dos investidores e aliviar as tensões sentidas recentemente pelo mercado financeiro húngaro".

Segundo Strauss-Kahn, o pacote inclui medidas para "garantir a liquidez adequada de moeda nacional e estrangeira, assim como altos níveis de capital para o sistema bancário".

"Estas políticas se justificam pelo excepcional nível de acesso a recursos do Fundo da Hungria - equivalentes a 1,020% da cota do país no FMI - e merecem apoio da comunidade internacional", disse Strauss-Kahn.

Segunda onda

O correspondente da BBC na Europa Central, Nick Thorpe, afirma que a Hungria, assim como outros mercados emergentes, foi severamente atingida pelo o que está sendo chamada de segunda onda da crise financeira: a escassez de moeda estrangeira.

A moeda húngara, o forint, perdeu quase 20% de seu valor frente ao dólar e ao euro no último mês. O país já tomou emprestado US$ 100 bilhões de recursos estrangeiros.

A Comissão Européia afirma que o pacote de resgate depende do comprometimento da Hungria em intensificar seus esforços para diminuir o déficit em suas contas.

Já o Banco Mundial afirmou que vai apoiar a implementação de reformas em áreas como o setor financeiro e o de gerenciamento fiscal.

"Estas medidas devem ajudar na estabilização do país e em sua reestruturação econômica", disse Orsalia Kalantzopoulos, diretora do Banco Mundial para a Europa Central e os países do Báltico.

Na semana passada, o banco central da Hungria aumentou as taxas de juros em três pontos para tentar frear a desvalorização do forint, mas os efeitos não devem ser duradouros.

O FMI já concordou em oferecer um empréstimo de US$ 2 bilhões para a Islândia e também negocia com o Paquistão e Belarus a possibilidade de ajuda em meio à crise financeira.

Comentários dos leitores
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Parte 2
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Na página do Ministério da Saúde > Departamento de Informática do SUS (DATASUS) > Sistemas e Aplicativos > CID 10, pode-se ter acesso ao catálogo de classificação. O fato do próprio Ministério da Saúde disponibilizar a informação é forma cabal e comprobatória da existência da patologia. Boa Sorte...
http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=040203
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