BBC Brasil
04/11/2008 - 18h20

Tecnologia é arma para candidatos e eleitores nos EUA

MAGGIE SHIELS
da BBC

Nunca na história de uma eleição a tecnologia foi tão utilizada como arma de campanha para levantar fundos, angariar voluntários e, esperamos, divulgar os resultados o mais rápido possível, como esta. Mas não só os candidatos, como também os eleitores, estão lançando mão da tecnologia como forma de garantir que seu voto seja contado e suas vozes sejam ouvidas.

Os dois principais serviços que estão sendo postos à prova no momento são o YouTube e o blog Twitter. O fluxo de comentários dos usuários é tamanho no site election.twitter.com que é difícil acompanhar o ritmo das publicações. "Acabo de receber a quarta ligação da campanha de Obama. Sim, nós podemos", diz uma internauta, em alusão ao tema de campanha do candidato democrata.

No site twittervotereport.com é possível assistir ao vivo a vídeos postados por eleitores com acontecimentos da votação antecipada. "Há uma fila enorme no North Liberty Community Center [em Iowa]", diz o eleitor Nick Bergus. A votante Sarah Braun contribuiu para os comentários acrescentando: "Já votei na mesa da minha cozinha há semanas e já depositei minha cédula na urna. Oregon [Estado] é maravilhoso".

Tais comentários dão uma idéia do clima entre eleitores, além da sensação de estar no centro dos acontecimentos. É claro que esta é uma visão de determinado tipo de eleitor e de uma certa parte do país, ficando difícil imaginar o que um pequeno plantador de batatas do interior do Estado de Idaho tem a dizer.

Da mesma forma, o YouTube traz apenas um ponto de vista de uma fatia específica do eleitorado, mas provavelmente se tornará uma das principais formas de expressão dos votantes.

Em um dos seus sites parceiros VideoYourVote eleitores colocam imagens do momento em que votaram. Idealizadores de iniciativas como esta dizem querer captar "a excitação, energia na hora do voto", além dos problemas que possam surgir, como longas filas de espera e urnas quebradas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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