Na festa da Embaixada dos EUA em Brasília, faltaram broches de Obama
FABRÍCIA PEIXOTO
da BBC Brasil, em Brasília
Na recepção oferecida pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília, preparada para a apuração dos votos nas eleições americanas, os buttons do candidato Barack Obama se esgotaram.
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"Desculpe, mas agora só temos de McCain", informava a hostess que recebia os convidados à entrada. Cerca de 500 pessoas, entre funcionários da embaixada, políticos, jornalistas e convidados em geral, participaram da festa, que só terminou de madrugada.
Logo na entrada, réplicas em tamanho real dos dois candidatos estavam à disposição para quem quisesse tirar fotos.
A festa é tradicional a cada quatro anos, mas dessa vez o clima era de "felicidade contida", como descreveu um convidado.
Preferências
Pela característica do cargo que ocupam, funcionários da embaixada não costumam discutir publicamente suas preferências eleitorais.
Mas, de acordo com um deles, "a maioria é Obama". Amigo do presidente George W Bush, o embaixador Clifford Sobel estava especialmente bem-humorado --mas não revelou seu voto. "Estamos aqui para comemorar a democracia", disse.
A festa aconteceu na Casa Thomas Jefferson, uma das mais tradicionais escolas de inglês de Brasília. Enfeitado com centenas de balões nas cores da bandeira dos Estados Unidos, o ambiente era de uma festa americana típica.
No cardápio, cachorro-quente, hambúrguer, pipoca, pizza e batata frita. Do lado de fora, uma banda tocava hits em ritmo de jazz, como "Unforgettable".
Os convidados também podiam participar de um quiz, com perguntas sobre as eleições americanas.
Torcida
Enquanto era difícil encontrar simpatizantes de McCain, diversos convidados faziam questão de demonstrar sua preferência pelo candidato Barack Obama. Entre eles o senador Magno Malta, do Partido da República (PR-ES), considerado de centro-direita.
"Se torço para Obama? Veja a cor da minha pele", disse o senador, mostrando o braço, com orgulho. Três senhoras, que trabalham para ONGs de defesa da mulher, também votariam em Obama. "Pela competência e porque é jovem", disseram.
Uma delas chegou a dizer, em tom de segredo, que estamos vivendo "uma profecia". "Quando um negro chegar ao poder máximo, um novo ciclo começará para o mundo", disse. Enquanto isso, o garçom oferecia mais batata-frita.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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