BBC Brasil
05/11/2008 - 16h02

Vaticano pede que Deus ilumine caminho de Obama

VALQUIRIA REY
da BBC Brasil, em Roma

O Vaticano pediu nesta quarta-feira para Deus iluminar os caminhos do presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama.

Antes mesmo do pronunciamento oficial do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi sobre a vitória do candidato democrata, a Santa Sé parabenizou Obama por seu triunfo nas eleições de 4 de novembro.

"Deus ilumine Barack Obama na sua grandíssima responsabilidade de poder responder as expectativas e as esperanças que se direcionaram a ele", assinalou o porta-voz do Vaticano, o padre jesuíta Federico Lombardi.

O responsável pela área de comunicação da Santa Sé disse ainda que o Vaticano deseja que o presidente eleito dos Estados Unidos consiga servir "de forma eficaz ao direito e à Justiça através das vias adequadas para promover a paz no mundo, favorecendo o crescimento e a dignidade das pessoas, respeitando os valores humanos e espirituais essenciais".

Responsabilidade com o mundo

De acordo com o Padre Lombardi, a tarefa do novo presidente é de grande responsabilidade. "Os crentes rezam para que Deus o ilumine e o ajude na sua tarefa de grande responsabilidade", disse. As eleições americanas estavam sendo acompanhadas com grande expectativa pelo Vaticano, apesar de os católicos não representarem a maioria da população do país.

No entanto, a Igreja Católica dos Estados Unidos é a principal doadora de recursos para o Vaticano. Em recente visita ao país, em abril último, o papa Bento 16 buscou entusiasmar os católicos americanos, que perdem presença diante do crescimento dos evangélicos, e tentou amenizar os danos causados pelos abusos sexuais cometidos pelo clero no país.

Apesar do sucesso da viagem papal, as relações diplomáticas entre o Vaticano e os Estados Unidos nem sempre foram tranqüilas.

Em 2004, com o então papa João Paulo 2º, o Vaticano se manifestou contrário à invasão do Iraque. Ele mandou enviados para conversar com líderes americanos e iraquianos a fim de resolver a disputa de forma diplomática.

Durante encontro realizado no Vaticano em 2005 com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o papa clamou por um retorno rápido da soberania do Iraque.

Autoridades do Vaticano expressaram consternação sobre o abuso de prisioneiros iraquianos por soldados dos EUA e condenaram a tortura como uma afronta à dignidade humana.

O Vaticano também é contrário ao aborto e ao casamento homossexual - temas amplamente discutidos durante a campanha eleitoral americana.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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