BBC Brasil
05/11/2008 - 18h57

Califórnia, Flórida e Arizona proíbem casamento gay

da BBC

Os eleitores dos Estados americanos da Califórnia, da Flórida e de Arizona aprovaram em referendo uma emenda à Constituição estadual que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os três Estados fazem parte de um grupo que, juntamente com a votação para presidente e para o Congresso, incluíram na eleição de terça-feira propostas sobre diversos assuntos, incluindo mudanças na legislação sobre aborto, drogas e educação.

Na Califórnia, com 95% dos votos apurados, cerca de 5,1 milhões de eleitores (52% do total) decidiram aprovar a inclusão na Constituição estadual da seguinte frase: "Apenas o casamento entre um homem e uma mulher é válido e reconhecido na Califórnia".

Na Flórida, a mudança foi aprovada por 62% dos eleitores e no Arizona, por 56%. Ao todo, 27 Estados americanos já haviam proibido antes desta terça-feira o casamento gay, que foi legalizado na Califórnia pela Suprema Corte estadual em junho.

Por causa da decisão do tribunal, milhares de homossexuais viajaram para o Estado para se casar nos últimos meses.

Outras propostas

No total, 153 propostas de mudança das legislações estaduais foram colocadas em votação na terça-feira. Nos Estados do Colorado e de Dakota do Sul, propostas que restringiam o aborto foram rejeitadas. Michigan decidiu passar a permitir o uso medicinal da maconha.

Em Nebraska, os eleitores decidiram acabar nas esferas municipais e estadual com programas de ação afirmativa --o tratamento preferencial de pessoas com base em sua raça, cor ou origem.

No Oregon, foi rejeitada uma proposta de limitar a não mais do que dois anos o ensino em qualquer língua que não seja o inglês. Se aprovada, a mudança atingiria duramente escolas voltadas para imigrantes, em que o ensino é na língua mãe dos alunos. Washington, também na costa oeste, aprovou o suicídio acompanhado para pessoas com doenças terminais.

Economia

Propostas para mudanças nos impostos foram derrotadas em Massachusetts e em Dakota do Norte. Na área de energia, os eleitores californianos rejeitaram o plano de exigir que as empresas de serviços públicos, como as de eletricidade e gás, utilizem fontes renováveis em metade de sua produção até 2025.

No Missouri, por outro lado, foi aprovada a proposta de que empresas de eletricidade passem a gerar 15% de sua energia a partir de fontes renováveis até 2021. O mesmo Estado também rejeitou a imposição de um limite de US$ 500 no prejuízo dos fãs de jogos de azar --uma medida com o objetivo de proteger jogadores compulsivos que vão a cassinos em barcos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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