BBC Brasil
06/11/2008 - 10h54

Impacto de crise no setor automobilístico se acentua

da BBC Brasil

Dados divulgados pelo setor automobilístico do Japão e do Reino Unido indicam um impacto cada vez maior da crise financeira global na demanda por veículos.

A principal montadora japonesa de veículos, Toyota, reduziu sua previsão de lucros líquidos de 559 bilhões de ienes (cerca de US$ 5,69 bilhões) para o ano que termina em 31 de março de 2009, de uma projeção anterior de 1,25 trilhão de ienes.

Em anúncio, nesta quinta-feira, a empresa previu ainda uma redução de 69% nos lucros para o trimestre que termina em setembro.

A Toyota foi especialmente atingida pela desaceleração da economia americana com a redução da demanda dos consumidores. A queda nos lucros ocorre apesar das inovações da companhia ligadas com maior eficiência no aproveitamento do combustível e carros híbridos que conquistaram muitos clientes novos quando o preço do petróleo disparou.

Mas a Toyota ainda não está apresentando prejuízos, como suas concorrentes americanas. General Motors, Ford e Chrysler devem conversar com autoridades do governo americano nesta quinta-feira sobre o impacto da atual crise econômica e podem pedir ajuda para evitar mais perdas, de acordo com o correspondente da BBC em Tóquio, Duncan Bartlett.

Reino Unido

No Reino Unido, a venda de carros novos em outubro registrou a sua maior queda em 17 anos, de acordo com dados divulgados pela Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Veículos (SMMT, em inglês).

Foram vendidos 128.352 veículos em outubro --uma redução de 23% em relação ao número registrado um ano atrás.

De acordo com o SMMT, 1,92 milhões de novos carros foram vendidos até agora em 2008 --uma queda de 8,7% em relação ao mesmo período de 2007.

Fábricas nas cidades britânicas de Oxford e Swindon deverão ampliar as duas semanas de folga de Natal de seus operários para quatro semanas este ano.

"Outubro se mostrou um outro mês difícil para a indústria automotiva britânica e são necessárias medidas para ajudar a restaurar a confiança do consumidor e encorajá-los a voltar para as concessionárias", disse o diretor da SMMT, Paul Everitt.

Os dados são divulgados em um dia de fortes quedas nos mercados acionários.

No período da manhã, o índice FTSE da bolsa de Londres registrou quedas de 4,17%; o CAC 40 de Paris, caiu em 4,20% e o DAX, de Frankfurt, em 4,39%.

O índice Nikkei, da bolsa de valores de Tóquio, fechou em queda de 6.53%.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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