BBC Brasil
12/11/2008 - 08h37

Obama irá coibir ação de lobistas, diz assessor

da Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, irá introduzir regras para restringir o papel de lobistas durante a transição e durante o seu governo, segundo o coordenador de sua equipe de transição, John Podesta. Em uma entrevista à imprensa, Podesta disse que Obama "prometeu mudar a maneira como Washington funciona e conter a influência de lobistas".

Podesta disse que Obama irá introduzir "as regras éticas mais rigorosas e mais abrangentes de qualquer outro processo de transição da história" e prometeu a transferência de poder "mais aberta e transparente" já realizada.

De acordo com essas regras, Obama não permitirá que lobistas peçam ativamente para trabalhar com a transição e impedirá que quem tenha trabalhado como lobista em uma determinada área nos últimos 12 meses atue nessa mesma área durante a transição. Além disso, quem trabalhar durante o processo de transição e se tornar um lobista depois será proibido de trabalhar para o futuro governo na mesma área nos 12 meses seguintes.

Os lobistas --o termo designa profissionais que representam grupos ou interesses e fazem lobby para tentar influenciar o governo ou outras instâncias de poder-- foram duramente criticados durante a campanha eleitoral pelos dois candidatos, sendo acusados de vender favores e influência, estimulando uma cultura de corrupção entre os legisladores.

Quarto das filhas

Enquanto isso, em sua primeira entrevista depois das eleições, o presidente George W. Bush disse à rede CNN que durante a visita à Casa Branca, Obama fez questão de conhecer os quartos que serão ocupados pelas filhas. "Foi interessante vê-lo subir as escadas, e ele queria ver onde suas meninas iriam dormir", disse Bush.

"Eu sei que irei sentir falta de algumas coisas que fazem parte da Presidência. Mas eu também sei que quero muito ir para casa, então tenho emoções mistas", afirmou.

McCain

Já o candidato republicano derrotado nas eleições, John McCain, fez piadas sobre a derrota em sua primeira entrevista depois das eleições. Falando no programa "The Tonight Show" da NBC, com Jay Leno, McCain disse que desde então vem "dormindo como um bebê". "Eu durmo duas horas, acordo e choro", acrescentou, repetindo a brincadeira que fez quando perdeu para George W. Bush durante as primárias republicanas em 2000.

O republicano também descartou uma nova disputa pela Presidência. "Eu acho que não, meu amigo. Foi uma ótima experiência e nós teremos uma nova geração de líderes", afirmou. Ele também afirmou que a candidata a vice Sarah Palin havia inspirado as pessoas e disse acreditar que ela "terá um grande papel no futuro do país".

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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