Influência dos emergentes na cúpula do G20 é sinal de mudança nos tempos
da BBC Brasil
A cúpula do G20 em Washington foi um evento impressionante primeiro de tudo por conta de quem estava lá. Encontros para discutir a economia global costumavam ter apenas a presença do G7 e depois do G8.
Tratava-se de um negócio para países ricos, que depois passaram a convidar a Rússia, nos anos 90, com objetivo de discutir questões políticas internacionais, não para levantar discussões em torno da economia.
Hoje os tempos são outros. O problema econômico global precisava da presença dos líderes dos países em desenvolvimento.
O G20 estava estabelecido como um fórum para ministros das Finanças tendo as maiores economias em desenvolvimento como membros --China, índia, Rússia, Brasil, Arábia Saudita e outros.
E assim vieram para Washington, como países afetados pela crise financeira dos países desenvolvidos e, em alguns casos, como os que poderão ajudar a solucioná-la.
O comunicado divulgado após a cúpula não vai por si só mudar o mundo.
O maquinário político da economia global não vai virar de cabeça para baixo apesar desses grandes países em desenvolvimento estarem começando a ter importante influência neste processo.
No entanto, há alguns elementos no que foi acordado que podem levar a mudanças significativas.
No objetivo a curto prazo de limitar as conseqüências da crise financeira, há um pedido para cooperação em políticas econômicas e para que os países usem as finanças do governo para estimular o crescimento.
Ficará a cargo de cada país decidir o que fazer, mas o comunicado fornece algum tipo de "proteção" se eles sofrerem críticas dentro de casa, devido a medidas potencialmente polêmicas, como corte de impostos e aumento dos gastos públicos para governos cujas finanças já estão apertadas.
"Provisão dinâmica"
Haverá sem dúvida uma desaceleração econômica, uma recessão em muitos países, e um período de crescimento econômico lento para a maioria, ou talvez todos os outros.
Já tem havido coordenação entre os Bancos Centrais. E se esta reunião significar mais cooperação, também ajudará.
O problema a longo prazo será reduzir os riscos da ocorrência dos atuais eventos que causaram a crise. E mudanças na regulação financeira estarão no centro deste processo.
Elas são menos urgentes, por isso a cúpula encomendou mais trabalhos por parte dos ministros das Finanças do G20, dando como prazo final março de 2009.
E vale a pena dedicar algum tempo a questões técnicas mais complexas porque qualquer atraso neste processo terá o selo de aprovação do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.
O objetivo é ter uma regulação bancária que não exacerba os ciclos de rápida expansão e conseqüente "explosão da bolha".
O sistema da Espanha atraiu bastante interesse porque requer que os bancos construam um amortecedor financeiro nos anos de bonança que possa ajudá-los a absorver as perdas nos tempos ruins quando aumenta o índice de inadimplência.
O princípio básico não é exatamente um bicho de sete cabeças, apesar de seu nome, "provisão dinâmica", parecer.
Neste sentido é possível que a cúpula desencadeie algumas ações significativas.
Certamente, já alterou o elenco de personagens para os quais teremos de olhar no futuro para lidar com os problemas econômicos mundiais.
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E quanto ao outro chutão dele, que as reservas chegariam a US$ 300 bi "em breve", seria interessante ele complementar a informação, dizendo a quanto chegará nossa dívida interna, que consta já estar acima de R$1 trilhão.
De qualquer forma, o governo federal, poderia então, com toda está abundância de caixa, dar o exemplo e pagar os precatórios federais, essa indecência que é tomar algo do cidadão, e pagar quando quiser, e se quiser.
Quem sabe assim os Estados, não seguissem o exemplo também, não é?
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E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
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