BBC Brasil
16/11/2008 - 09h10

Influência dos emergentes na cúpula do G20 é sinal de mudança nos tempos

da BBC Brasil

A cúpula do G20 em Washington foi um evento impressionante primeiro de tudo por conta de quem estava lá. Encontros para discutir a economia global costumavam ter apenas a presença do G7 e depois do G8.

Tratava-se de um negócio para países ricos, que depois passaram a convidar a Rússia, nos anos 90, com objetivo de discutir questões políticas internacionais, não para levantar discussões em torno da economia.

Hoje os tempos são outros. O problema econômico global precisava da presença dos líderes dos países em desenvolvimento.

O G20 estava estabelecido como um fórum para ministros das Finanças tendo as maiores economias em desenvolvimento como membros --China, índia, Rússia, Brasil, Arábia Saudita e outros.

E assim vieram para Washington, como países afetados pela crise financeira dos países desenvolvidos e, em alguns casos, como os que poderão ajudar a solucioná-la.

O comunicado divulgado após a cúpula não vai por si só mudar o mundo.

O maquinário político da economia global não vai virar de cabeça para baixo apesar desses grandes países em desenvolvimento estarem começando a ter importante influência neste processo.

No entanto, há alguns elementos no que foi acordado que podem levar a mudanças significativas.

No objetivo a curto prazo de limitar as conseqüências da crise financeira, há um pedido para cooperação em políticas econômicas e para que os países usem as finanças do governo para estimular o crescimento.

Ficará a cargo de cada país decidir o que fazer, mas o comunicado fornece algum tipo de "proteção" se eles sofrerem críticas dentro de casa, devido a medidas potencialmente polêmicas, como corte de impostos e aumento dos gastos públicos para governos cujas finanças já estão apertadas.

"Provisão dinâmica"

Haverá sem dúvida uma desaceleração econômica, uma recessão em muitos países, e um período de crescimento econômico lento para a maioria, ou talvez todos os outros.

Já tem havido coordenação entre os Bancos Centrais. E se esta reunião significar mais cooperação, também ajudará.

O problema a longo prazo será reduzir os riscos da ocorrência dos atuais eventos que causaram a crise. E mudanças na regulação financeira estarão no centro deste processo.

Elas são menos urgentes, por isso a cúpula encomendou mais trabalhos por parte dos ministros das Finanças do G20, dando como prazo final março de 2009.

E vale a pena dedicar algum tempo a questões técnicas mais complexas porque qualquer atraso neste processo terá o selo de aprovação do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.

O objetivo é ter uma regulação bancária que não exacerba os ciclos de rápida expansão e conseqüente "explosão da bolha".

O sistema da Espanha atraiu bastante interesse porque requer que os bancos construam um amortecedor financeiro nos anos de bonança que possa ajudá-los a absorver as perdas nos tempos ruins quando aumenta o índice de inadimplência.

O princípio básico não é exatamente um bicho de sete cabeças, apesar de seu nome, "provisão dinâmica", parecer.

Neste sentido é possível que a cúpula desencadeie algumas ações significativas.

Certamente, já alterou o elenco de personagens para os quais teremos de olhar no futuro para lidar com os problemas econômicos mundiais.

Comentários dos leitores
O Pacificador (59) 09/11/2009 11h59
O Pacificador (59) 09/11/2009 11h59
Se o Brasil crescer 5% em 2010, como chutou o ACHÓLOGO Lula, ainda crescerá aproximadamente a metade da China e da Índia, por exemplo.
E quanto ao outro chutão dele, que as reservas chegariam a US$ 300 bi "em breve", seria interessante ele complementar a informação, dizendo a quanto chegará nossa dívida interna, que consta já estar acima de R$1 trilhão.
De qualquer forma, o governo federal, poderia então, com toda está abundância de caixa, dar o exemplo e pagar os precatórios federais, essa indecência que é tomar algo do cidadão, e pagar quando quiser, e se quiser.
Quem sabe assim os Estados, não seguissem o exemplo também, não é?
sem opinião
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Cassio Tavares (541) 07/11/2009 22h14
Cassio Tavares (541) 07/11/2009 22h14
Marcos Hundsdofer, me desculpe se escrevi seu nome errado por ser um nome não muito comum a nós brasileiros. Mas o assunto é outro. Voce diz que a educação é fundamental para o desenvolvimento do país, qualquer que ele seja. Concordo plenamente. Acontece que o Brasil foi governado por 8 anos por um senhor que disse assim : ESQUEÇAM DE TUDO QUE ESCREVI. E aí. Um cidadão que fez curso superior, sabe falar, ingles, frances, polones, noruegues, chines, japones, paquistanes, mas não sabe portugues. É que ele fez uma confusão tão grande que no fim não sabia nem portugues. Como podemos ter uma educação de qualidade se o mais alto mandatário diz que é para botar fogo em tudo que escreveu e que vai um dia ( que Deus o tenha, apezar de ateu ) morre de uma doença rara : dor de cotovelo ou a conhecida, inveja.
E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
6 opiniões
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Cassio Tavares (541) 07/11/2009 20h03
Cassio Tavares (541) 07/11/2009 20h03
Antonio Gonçalves, obrigado seus elogios até porque aqui eu só divulgo dados e verdades irrefutáveis tomando por base aqueles já publicados pelo próprio governo anterior. Verdades são verdades e continuaram sendo verdades quer queiram ou não os que aqui me criticam. Para mim não faz a menor diferença. Se quizerem botar aí 100 vezes uma 1 estrelinha para mim, não estou nem aí. Eu admiro muito o Presidente Lula e tenho motivos de sobra para isso, até porque não votei nele nas eleições de 2.002 mas com muito orgulho coloquei meu no atual presidente em 2.006. pena que ele não pode se candidatar novamente em 2.010 até porque ele é um democrata que disse por várias vezes que para ele não existia essa hipótese, ao contrário do tão badalado presidente da Colombia Alvaro Uribe, que " arrancou " um 3° mandato no congresso daquele país, que só ele, e os " mui democratas " de lá sabem como. O curioso é que a Colombia é o maior produtor e exportador de cocaina do mundo. Será que há alguma ligação entre esses 2 fatos ? 7 opiniões
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