BBC Brasil
16/11/2008 - 14h04

Medvedev espera que Obama "reconstrua" relações entre Rússia e EUA

da BBC Brasil

O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse esperar que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ajude a "reconstruir" as relações entre os dois países.

Em um discurso em Washington após a reunião dos chefes de Estado do G20, o líder russo disse que uma nova administração americana poderá lidar com o que descreveu como "falta de confiança mútua necessária".

Medvedev disse que pretende se encontrar com Obama logo após sua posse, em janeiro.

"As relações entre Rússia e os Estados Unidos precisam de confiança mútua. Nós depositamos nossas esperanças na chegada da próxima administração americana", disse.

Medvedev também indicou que a Rússia poderia revisar sua posição sobre os planos americanos de instalar um escudo antimísseis no leste europeu.

Escudo antimísseis

Há duas semanas, o presidente russo disse que instalaria mísseis de curto alcance no enclave de Kaliningrado para "neutralizar" o sistema antimísseis americano planejado para ser implantado na Polônia e na República Tcheca.

Mas, no sábado, Medvedev baixou o tom do discurso dizendo que a Rússia não será a primeira a agravar a situação.

"Nós não vamos fazer nada até que os Estados Unidos dêem o primeiro passo", disse.

Medvedev disse estar sendo encorajado por sinais de que Obama estaria menos entusiasmando com o escudo antimísseis do que o presidente Bush.

"O primeiro sinal que recebemos mostra que nossos parceiros planejam pensar melhor sobre o programa antes de simplesmente carimbá-lo."

O presidente russo também sugeriu pela primeira vez que Moscou aceitaria mudanças nos planos americanos em vez de exigir sua extinção pura e simplesmente.

"Nós temos a chance de resolver o problema seja por meio de um acordo sobre um sistema global ou pelo encontro de uma solução, dentro dos programas existentes, que satisfaçam a Federação Russa".

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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