FMI pede mais fundos para ajudar países contra crise
da BBC Brasil
O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, disse que a instituição precisará de pelo menos mais US$ 100 bilhões para aumentar sua participação na ajuda os países afetados pela crise financeira internacional.
Em entrevista à BBC, Strauss-Kahn disse que o fundo tem liquidez suficiente para o futuro imediato, mas precisará de mais recursos ao longo dos próximos seis meses.
"O número de países com problemas ao mesmo tempo aumentou dramaticamente e eles estão vindo até o FMI para pedir ajuda", afirmou. "Então nós precisamos de mais recursos".
"A questão é conseguir lidar com o problema nos próximos seis meses, e eu acredito que todos os chefes de governo estão conscientes da necessidade de um FMI mais forte", alertou.
Corte de juros
A declaração do diretor do FMI foi feita em meio à notícia de que a economia japonesa entrou oficialmente em recessão, tendo registrado crescimento negativo de 0,1% no terceiro trimestre.
No trimestre anterior, a economia do país asiático já havia retraído 0,9%.
Na sexta-feira, véspera da reunião dos chefes de Estado do G20 em Washington, o Japão havia oferecido ao fundo US$ 100 bilhões para ajudar a abater os efeitos da crise em vários países. Strauss-Kahn descreveu a oferta do primeiro-ministro japonês, Taro Aso, como um "grande passo adiante".
O comunicado divulgado após a reunião do bloco, que reúne as maiores economias do mundo e os países emergentes, ressaltou o "importantes papel do FMI na resposta à crise", parabenizou seu novo mecanismo de prover liquidez em curto prazo e pediu uma revisão de seus instrumentos e condições para ser mais flexível na concessão de empréstimos.
Para o analista da BBC Andrew Walker, os comentários de Strauss Kahn não são um apelo explícito por ação, mas sugerem que ele ficaria "feliz" se instituições como o Banco Central Europeu reduzissem mais suas taxas de juros.
Críticos dizem que o BCE tem hesitado em reduzir as taxas em contraste com outras instituições, como o Federal reserve (o banco central americano).
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Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
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Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
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