BBC Brasil
17/11/2008 - 13h36

FMI pede mais fundos para ajudar países contra crise

da BBC Brasil

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, disse que a instituição precisará de pelo menos mais US$ 100 bilhões para aumentar sua participação na ajuda os países afetados pela crise financeira internacional.

Em entrevista à BBC, Strauss-Kahn disse que o fundo tem liquidez suficiente para o futuro imediato, mas precisará de mais recursos ao longo dos próximos seis meses.

"O número de países com problemas ao mesmo tempo aumentou dramaticamente e eles estão vindo até o FMI para pedir ajuda", afirmou. "Então nós precisamos de mais recursos".

"A questão é conseguir lidar com o problema nos próximos seis meses, e eu acredito que todos os chefes de governo estão conscientes da necessidade de um FMI mais forte", alertou.

Corte de juros

A declaração do diretor do FMI foi feita em meio à notícia de que a economia japonesa entrou oficialmente em recessão, tendo registrado crescimento negativo de 0,1% no terceiro trimestre.

No trimestre anterior, a economia do país asiático já havia retraído 0,9%.

Na sexta-feira, véspera da reunião dos chefes de Estado do G20 em Washington, o Japão havia oferecido ao fundo US$ 100 bilhões para ajudar a abater os efeitos da crise em vários países. Strauss-Kahn descreveu a oferta do primeiro-ministro japonês, Taro Aso, como um "grande passo adiante".

O comunicado divulgado após a reunião do bloco, que reúne as maiores economias do mundo e os países emergentes, ressaltou o "importantes papel do FMI na resposta à crise", parabenizou seu novo mecanismo de prover liquidez em curto prazo e pediu uma revisão de seus instrumentos e condições para ser mais flexível na concessão de empréstimos.

Para o analista da BBC Andrew Walker, os comentários de Strauss Kahn não são um apelo explícito por ação, mas sugerem que ele ficaria "feliz" se instituições como o Banco Central Europeu reduzissem mais suas taxas de juros.

Críticos dizem que o BCE tem hesitado em reduzir as taxas em contraste com outras instituições, como o Federal reserve (o banco central americano).

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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