BBC Brasil
18/11/2008 - 07h42

Chávez diz que reunião do G20 foi "decepcionante"

CLÁUDIA JARDIM
da BBC Brasil, em Caracas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, qualificou de "decepcionantes" os resultados da reunião do G20 realizada neste final de semana em Washington e que tinha como missão encontrar uma saída comum para enfrentar a crise financeira internacional.

Leia íntegra da declaração final do G20, em inglês
Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA

"Acredito que a reunião foi decepcionante (...) Nós não tínhamos nenhuma esperança que dessa reunião saísse algo positivo para o mundo", afirmou Chávez na tarde da última segunda-feira durante um ato político.

Chávez voltou a acusar os Estados Unidos pela crise e ressaltou que todos os países poderiam ser afetados pela recessão.

"Temos que ir nos preparando porque isso (a crise) é como um terremoto mundial. O preço do petróleo continua caindo (...) e por essa via nos afetará a crise mundial", afirmou o presidente venezuelano.

No início da turbulência econômica, porém, o governo argumentava que a economia venezuelana estava "blindada" frente aos efeitos da queda do combustível.

Quase a metade do orçamento do governo venezuelano depende das exportações petrolíferas, assim como 92% das divisas que ingressam na Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo.

Encontro antiimperialista

Às vésperas da reunião em Washington, Chávez chegou a reclamar que os demais países da América Latina haviam sido "excluídos" do encontro e reivindicou "o direito (desses países) de serem escutados" pelo G20.

Como resposta, o venezuelano convocou um encontro dos países "antiimperialistas" que será realizado no final do mês, em Caracas, para analisar o impacto da crise financeira e estudar ações conjuntas para enfrentar a recessão econômica que já atingiu a Europa e Japão.

Comentários dos leitores
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
joão nascimento (229) 30/11/2009 20h50
lula ja que voce e o rei da cocada preta pois o brasil nos eixo lucrativo da economia com sua equipe de petista,mande uma equipe a altura para a venezuela por sua contas em ordem com um pouco do dinheiro do pre sal junto com o pac o bolsa familia e mais delubio,joão paulo cunha ,tarso genro,ze dirceu e waldomiro diniz,duda mendonça pra arrumar a imagem do hugo perante a população e a america latina,marcos valerio para assumir os bancos tomados na mão grande e a cara dele o palocci como o el ministro,genoino se o sr. quiser ir vai tambem depois das eleições de 2010 sem opinião
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Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 20h01
Na década de 90 existiam em torno de 13 trilhões de dólares, recursos especulativos que viajavam para lá e para cá, surrupiando as economias emergentes e subdesenvovidas, ninguém fez nada. Como pombas de arribação que baixam sobre uma plantação deixando o rastro de destruição. Ninguém conteve essa fúria, agora explodiu nos EUAs e em Dubai, continua sem receeber as devidas punições seus donos. Quando será então que os povos passarão o fino da espada para ceifar de vez esse agentes criminosos, livres e protegidos. A organização do Estado jamais fará isso. Somente o povo é capaz de passar a limpo tudo isso, para isso precisa se achar capaz e não temer os custos cruentos da decisão. sem opinião
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O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
O Pacificador (226) 30/11/2009 17h29
A única coisa que não está em recessão na Venezuela, é a imensa boca do Chávez...
Que fala, fala, fala e não diz nada.
A intensa perseguição á iniciativa privada, com a estatização de empresas via decreto, estão acabando com a precária economia do país.
O fechamento de dois bancos agora, é só a cerejinha que faltava...
É isso aí Chávez, se tinha alguém querendo embarcar na canoa furada do bolivarianismo falido, com esta quebradeira toda, até a cumpanherada saí correndo...
sem opinião
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