BBC Brasil
19/11/2008 - 11h41

Taiwan dará US$ 108 para estimular consumo

da BBC Brasil

O primeiro-ministro de Taiwan, Liu Chao-shiuan, anunciou que o governo vai entregar um cupom no valor de 3.600 dólares taiwaneses (equivalente a US$ 108) para cada cidadão com o objetivo de estimular a economia.

Liu disse que o custo total do programa pode chegar a US$ 2,52 bilhões, e o plano pode elevar o PIB (Produto Interno Bruto) de Taiwan em até 0,64% no próximo ano se todos os cupons forem usados até 31 de dezembro de 2009, quando expiram, de acordo com o website noticioso Taiwan News Online.

Taiwan possui quase 23 milhões de habitantes.

O plano original previa um limite máximo de renda para que um cidadão recebesse o benefício, e a concessão seria de apenas um cupom por família, segundo o Taiwan News Online, mas a proposta final não prevê restrições.

"Se nós fizermos pouco demais tarde demais, vamos perder uma grande oportunidade e os resultados serão graves", disse o premiê de Taiwan para justificar a não imposição de limites, segundo o Taiwan News Online.

"Liu disse que indivíduos ricos poderão doar os cupons para a caridade e pleitear deduções de impostos", disse artigo no site noticioso de Taiwan.

O presidente do Conselho para Planejamento Econômico e Desenvolvimento de Taiwan, Chen Tain-jy, afirmou que os consumidores poderão usar os cupons em qualquer empresa que tenha um registro válido para operar. Mas, para tornar o sistema mais prático para os lojistas, quem usar os cupons não poderá pedir troco, disse o artigo.

"Não mata a sede"

O Partido Democrático Progressivo, de oposição, criticou o plano.
"Para os pobres, os cupons serão como um copo de água que não pode matar a sede", disse o parlamentar Tsai Huang-liang, de acordo com Taiwan News Online.

"Alguns empresários proeminentes receberam bem a iniciativa do governo, embora tenham admitido que cupons de consumo não são suficientes para salvar a economia", disse o website noticioso de Taiwan.

Um plano semelhante do governo japonês para dar dinheiro aos cidadãos está sendo revisto depois que muitas pessoas disseram não ter certeza se aceitariam a oferta.

O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, havia prometido dar cerca de US$ 100 para cada cidadão - e algum extra para crianças e aposentados - em uma tentativa de estimular a economia do país.

Mas, segundo o correspondente da BBC em Tóquio Duncan Bartlett, uma pesquisa de opinião revelou que mais de 60% da população acredita que o esquema não é necessário.

Muitos dizem que não se dariam o trabalho de ir coletar o dinheiro. No Japão, US$ 100 seriam suficientes para um jantar em um restaurante ou uma semana de suprimentos.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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