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Congresso dos EUA adia decisão sobre ajuda a montadoras
da BBC Brasil
Os líderes do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deram um prazo até 2 de dezembro para que as três maiores montadoras do país --General Motors, Ford e Chrysler-- elaborem um plano de viabilidade para que um pacote de resgate de US$ 25 bilhões seja votado no Congresso.
Desta forma, os líderes do Congresso adiaram a decisão sobre o pacote de US$ 25 bilhões para a indústria automotiva para o mês que vem.
Em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que sem este plano de viabilidade, não haverá um pacote de ajuda por parte do governo.
Pelosi anda afirmou que não houve até agora nenhum plano de resgate que pudesse passar nas duas Casas do legislativo ou receber a aprovação da Casa Branca.
Os congressistas querem que as empresas provem que o eventual pacote do governo as tornaria financeiramente viáveis.
As declarações foram dadas depois de dois dias de audiências em que os executivos das montadoras pediram ao Congresso ajuda do governo para evitar um colapso nas empresas.
"Os executivos da indústria automotiva não conseguiram convencer a população nem o Congresso de que este pacote de resgate seria o último necessário", disse o líder dos democratas no Senado, Harry Reid.
Decepção
Mais cedo, nesta quinta-feira, os senadores democratas Carl Levin e Debbie Stabenow, de Michigan (o coração da indústria automotiva) e os republicanos Kit Bond (Missouri) e George Voinovich (Ohio), chegaram a afirmar que haviam atingido um acordo bipartidário sobre o pacote, mas não conseguiram apoio.
O plano consistia no uso de um empréstimo de US$ 25 bilhões do Departamento de Energia, originalmente designado estimular o desenvolvimento de veículos que usassem menos combustível, no auxílio às indústrias.
A idéia era que, uma vez que a indústria automotiva se recuperasse da crise, pagaria a dívida e o dinheiro voltaria a ser usado para seu propósito original.
Essa abordagem tinha a aprovação do governo Bush, mas os senadores não conseguiram apoio ao plano no Congresso. "Obviamente estamos desapontados e não poderemos agir hoje", disse o senador Levin.
Empregos
Os diretores-executivos das três empresas pediram uma ajuda de US$ 25 bilhões em duas comissões do Congresso nesta semana, mas saíram com as mãos abanando.
As empresas afirmam que correm o risco de falir, o que poderia fazer com que milhões perdessem seus empregos no país.
Os executivos receberam críticas por ter, em meio à crise, voado para Washington em jatinhos particulares.
Em meio à polêmica, Ron Gettelfinger, presidente da União dos Trabalhadores da Indústria Automotiva, afirmou nesta quinta-feira que os políticos devem tomar ações imediatas para aprovar o empréstimo, sob o risco de falência dessas empresas.
Gettelfinger, que participou de audiências no Congresso na terça e na quarta-feira, disse que os empréstimos às empresas devem ser aprovados "imediatamente".
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O Brasil nao teve problemas porque os bancos nao precisaram correr risco nenhum tiveram lucro usando dinheiro do governo com alto juros aprovado pelo governo, mas como os custos em geral estao crescendo muito impulsionado por propagandas suspeitas, quem pode quebrar no Brasil e a classe media pois nao terao $$ para pagar o alto custo dos servicos de crecdito brasileiro.
Portanto olho vivo nao se deixem individar por propagandas enganosas...a coisa pode quebrar, temos que ter o pe no cha.
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