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20/11/2008 - 23h34

Congresso dos EUA adia decisão sobre ajuda a montadoras

da BBC Brasil

Os líderes do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deram um prazo até 2 de dezembro para que as três maiores montadoras do país --General Motors, Ford e Chrysler-- elaborem um plano de viabilidade para que um pacote de resgate de US$ 25 bilhões seja votado no Congresso.

Desta forma, os líderes do Congresso adiaram a decisão sobre o pacote de US$ 25 bilhões para a indústria automotiva para o mês que vem.

Em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que sem este plano de viabilidade, não haverá um pacote de ajuda por parte do governo.

Pelosi anda afirmou que não houve até agora nenhum plano de resgate que pudesse passar nas duas Casas do legislativo ou receber a aprovação da Casa Branca.

Os congressistas querem que as empresas provem que o eventual pacote do governo as tornaria financeiramente viáveis.

As declarações foram dadas depois de dois dias de audiências em que os executivos das montadoras pediram ao Congresso ajuda do governo para evitar um colapso nas empresas.

"Os executivos da indústria automotiva não conseguiram convencer a população nem o Congresso de que este pacote de resgate seria o último necessário", disse o líder dos democratas no Senado, Harry Reid.

Decepção

Mais cedo, nesta quinta-feira, os senadores democratas Carl Levin e Debbie Stabenow, de Michigan (o coração da indústria automotiva) e os republicanos Kit Bond (Missouri) e George Voinovich (Ohio), chegaram a afirmar que haviam atingido um acordo bipartidário sobre o pacote, mas não conseguiram apoio.

O plano consistia no uso de um empréstimo de US$ 25 bilhões do Departamento de Energia, originalmente designado estimular o desenvolvimento de veículos que usassem menos combustível, no auxílio às indústrias.

A idéia era que, uma vez que a indústria automotiva se recuperasse da crise, pagaria a dívida e o dinheiro voltaria a ser usado para seu propósito original.

Essa abordagem tinha a aprovação do governo Bush, mas os senadores não conseguiram apoio ao plano no Congresso. "Obviamente estamos desapontados e não poderemos agir hoje", disse o senador Levin.

Empregos

Os diretores-executivos das três empresas pediram uma ajuda de US$ 25 bilhões em duas comissões do Congresso nesta semana, mas saíram com as mãos abanando.

As empresas afirmam que correm o risco de falir, o que poderia fazer com que milhões perdessem seus empregos no país.

Os executivos receberam críticas por ter, em meio à crise, voado para Washington em jatinhos particulares.

Em meio à polêmica, Ron Gettelfinger, presidente da União dos Trabalhadores da Indústria Automotiva, afirmou nesta quinta-feira que os políticos devem tomar ações imediatas para aprovar o empréstimo, sob o risco de falência dessas empresas.

Gettelfinger, que participou de audiências no Congresso na terça e na quarta-feira, disse que os empréstimos às empresas devem ser aprovados "imediatamente".

Comentários dos leitores
Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nao se deixem enganar pela propaganda, os EUA quebraram pois o governo nao teve controle dos especuladores, eles ficaram milionarios correndo riscos com dinheiro do imposto.
O Brasil nao teve problemas porque os bancos nao precisaram correr risco nenhum tiveram lucro usando dinheiro do governo com alto juros aprovado pelo governo, mas como os custos em geral estao crescendo muito impulsionado por propagandas suspeitas, quem pode quebrar no Brasil e a classe media pois nao terao $$ para pagar o alto custo dos servicos de crecdito brasileiro.
Portanto olho vivo nao se deixem individar por propagandas enganosas...a coisa pode quebrar, temos que ter o pe no cha.
sem opinião
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JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
OS GRANDES SETORES, NACIONAIS OU ESTRANGEIROS), BANCOS, ESTATAIS (PETROBRAS, BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONOMICVA FEDERSAL), AMBEV, AUTOMOTIVA, ALIMENTCIA, E MUITAS OUTROS, NESSE PÁIS MANDAM E DESMADAM, GANHAM QUANTO QUEREM. QUESTIONA-SE, SERÁ QUE UM PAIS DO PRIMEIRO MUNDO TERIAM TANTO LUCRO ASSIM SEM DAR NADA EM TROCA PARA A POPUÇÃO? E A PETROBRAS,O SOGAN "O PETROLEO É NOSSO", NOSSO DE QUEM? TEMOS UM DAS GASOLINAS MAIS CARA DO MUNDO. E O CAIXA PRETO DA PETROBRAS? VIVA O LULA. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
A respeito da volta da cobrança do ipi. É por demais conhecida a alta carga trkibutária brasileira, assim como esta redução de preços, aos trabalhadores de salários baixos e buscando melhorias que possam lhes dar mais capacidade de consumo, a não repassar a volta da taxação do ipi seria uma retribuição aos beneficios recebidos, um empenho em prol de ganhos de escala. Consumidor brasileiro que paga preços altos quando comparado aos praticados em diversos países, históricamete tem sido assim. No pós estouro de manada, crise no país da maior econômia do mundo e diversos outros paises, muitas industrias tiveram boas vendas e lucros aqui, graça ao interese do consumidor brasileiro, esta hora, a da volta do ipi, seria oportuno que os industriais continuassem praticando os preços atuais, beneficiando o consumidor, e permitido que esles possam ter bons lucros em ganho de escala, dada as pespectivas, e nivel de poder econômico do consumidor. Certo é que mesmo sem majoração dos preços, mesmo assim os preços ainda estarão maiores ao praticado em muitos outros países, inclisive aos de origem de algumas industrias, lá estão tendo quedas de vendas e até enfretam falta de rentabilidade...... 2 opiniões
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